PESQUISA EM CONTEXTO AMAZÔNICO E OS DESAFIOS NA CONSTRUÇÃO DE RELAÇÕES SIMÉTRICAS EM SITUAÇÃO DE CONFLITO SOCIOCULTURAL E AMBIENTAL
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https://doi.org/10.56579/rei.v6i3.1280Palavras-chave:
Pesquisa, Triangulação Metodológica, Simetria, Comunidades, ConflitosResumo
Pesquisas em comunidades, sejam elas constituídas por povos indígenas ou populações tradicionais, demandam percursos teóricos-metodológicos que promovam simetrias, relações dialógicas e, principalmente, reconheçam o valor dos diferentes saberes dos agentes sociais, retirando-os da condição de “informantes”, para reconhecê-los como colaboradores. Neste artigo objetivamos refletir sobre as experiências vivenciadas na pesquisa de campo e a adoção da triangulação metodológica em um estudo socioantropológico realizado junto a quatro comunidades indígenas localizadas nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável do Tupé e da Puranga Conquista, no estado do Amazonas. O surgimento dessas comunidades relaciona-se a conflitos envolvendo agentes e agências sociais distintos em torno das atividades turísticas realizadas por elas. A análise dos caminhos percorridos, nos leva a concluir que a percepção da realidade social é mais bem apreendida quando lançamos mão de diferentes estratégias metodológicas e quando consideramos, conforme nos orienta Latour (2012) que as relações e as tramas sociais são composições de uma rede formada por agentes humanos e não humanos, mediante a qual é possível compreender o contexto, no caso específico das comunidades, entender a origem dos conflitos e a permanência deles.
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