DIREITO DE MORRER
A DIGNIDADE HUMANA EM CONFRONTO COM O DIREITO À VIDA
Visualizações: 204DOI:
https://doi.org/10.56579/rei.v7i1.1272Palavras-chave:
Morte Digna, Autonomia da Vontade, Dignidade Humana, Direitos FundamentaisResumo
O tema morte é um grande tabu em diversas sociedades, a grande massa da população, e em especial os mais vulneráveis, não possuem privilégio de contratarem profissionais médicos e da área da enfermagem para que tenham um fim de vida em suas casas, acompanhado de familiares, sem sentir dor, o que transforma o tema do fim de vida num assunto não só de relevância ética e moral, mas também de relevância social. O prolongamento sacrificado da vida de pacientes incuráveis expõe o ser humano a situações humilhantes de dor e sofrimento. Portanto pesquisa-se sobre a Morte Digna, a fim de resolver a problemática de que quando não há mais uma vida digna e plena, e comprovadamente só é possível aguardar a morte, o paciente teria o direito de exercer sua autonomia encurtando o período de dor e antecipando a morte ou o Estado/Direito deve obrigar-lhe a manter a vida a qualquer custo? À vista disso objetivou-se conceituar os temas dignidade humana, autonomia da vontade, bem como explorar a Teoria da Ponderação, aplicando-se os princípios em confronto na questão da boa morte, quais sejam a vida versus a dignidade, para que pudéssemos decidir qual deve prevalecer e por fim, analisou-se como o tema é tratado na legislação brasileira. Para tanto realizamos uma pesquisa preponderantemente bibliográfica com a revisão de obras clássicas e levantamento de novas obras. Em suma, vislumbrou-se a possibilidade real da legalização da eutanásia no Brasil, permitindo concluir que o tema deve ser mais amplamente discutido tanto nas instituições políticas como na sociedade civil.
Palavras-chave: Morte Digna; Autonomia da vontade; Dignidade Humana; Direitos Fundamentais.
Downloads
Referências
REFERÊNCIAS
Livros e capítulos de livros
ALEXY, Robert. Teoria dos direitos fundamentais. São Paulo: Malheiros, 2008.
BACON, Francis. Historia vitae et mortis. Rio de Janeiro: Vozes, 1963.
CANO, Ana María Marcos del. Apud SANTORO, Luciano de Freitas. Morte digna – o direito do paciente terminal. Curitiba: Juruá, 2011.
DWORKIN, Ronald. Levando os direitos a sério. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
KANT, I. A fundamentação da Metafísica dos Costumes. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2011.
LAKATOS, Eva Maria; MARKONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 2003.
NERI, Demétrio. A eutanásia em uma perspectiva leiga. Humanidades, Brasília, v. 9, n. 4, 1991.
PITHAN, Lívia Haygert. A dignidade humana como fundamento jurídico das “ordens de não ressuscitação”. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.
RACHELS, James; RACHELS, Stuart. A coisa certa a fazer: leituras básicas sobre filosofia moral. 6. ed. Porto Alegre:
AMGH, 2014.
RÖHE, Anderson. O paciente terminal e o direito de morrer. Rio de Janeiro: Editora do Centro Universitário São Camilo, 2004.
SANTORO, Luciano de Freitas. Morte digna – o direito do paciente terminal. Curitiba: Juruá, 2011.
SINGER, P. Ética prática. Lisboa: Gradiva, 2002.
STRECK, Lenio Luiz. Dicionário de Hermenêutica: 50 verbetes fundamentais da Teoria do Direito à luz da Crítica Hermenêutica do Direito. 2. ed. Belo Horizonte: Letramento,2020. ISBN 978-85-9530-371-3
SUNDFELD, Carlos Ari. Princípio é preguiça? In: SUNDFELD, Carlos Ari. Direito administrativo para céticos. 2. ed. São Paulo: Malheiros, 2014. p. 205-229.
TAVARES, André Ramos. Curso de Direito Constitucional. 10. ed. rev. e atual. São Paulo: Saraiva, 2012. 1427 p. ISBN 978-85-02-16031-6.
TAVARES, André Ramos. Fronteiras da Hermenêutica Constitucional. São Paulo: Método, 2006.
Livros e capítulos de livros em suporte eletrônico
GOZZO, Débora; LIGIERA, Wilson R. Bioética e direitos fundamentais. 1ª Edição. São Paulo: Editora Saraiva, 2012. E-book. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788502163126/. Acesso em: 04 mai. 2023.
Periódicos científicos
ALEXY, Robert. Direitos Fundamentais, Ponderação e Racionalidade. Revista de Direito Privado, São Paulo, v. 24, n. 6, p. 334-344, 2005out. 2023.
ANDRADE, André Gustavo Corrêa. O princípio fundamental da dignidade humana e sua concretização judicial. Revista da EMERJ, Rio de Janeiro, v. 6, n. 23, p. 316-335, 2003.
ÁVILA, Humberto. A distinção entre princípios e regras e a redefinição do dever de proporcionalidade. Revista Diálogo Jurídico, Salvador, v. 1, n. 4, 2001.
BARROSO, Luís Roberto. A dignidade da pessoa humana no direito constitucional contemporâneo: natureza jurídica, conteúdos mínimos e critérios de aplicação. Versão provisória para debate público. Mimeografado, dez. 2010.
FARAH, Elias. Eutanásia, ortotanásia e distanásia – reflexões básicas em face da ciência médica e do Direito. Revista do Instituto dos advogados de São Paulo. São Paulo, v. 14, nº 28, jul/dez, 2011.
FERRAZ, Octavio Luiz Motta. Eutanásia e homicídio – matar e deixar morrer: uma distinção válida? Revista de Direito sanitário, São Paulo, v. 2, n. 2, julho, 2001.
HOPPE, Francisco Osvaldo Martins. Um estudo comparativo sobre o tratamento dispensado pelo legislador penal no caso do aborto sentimental, a valoração e capacidade do consentimento com a disponibilidade de vida no estudo da eutanásia. Revista dos tribunais, São Paulo, v. 96, n. 858, abril, 2007.
HORTA, MP. Eutanásia: problemas éticos da morte e do morrer. Revista bioética, v.7, n. 1, p. 59-64, 1999. Disponível em: https://revistabioetica.cfm.org.br/index.php/revista_bioetica/article/view/290. Acesso em: 08 mai. 2023.
LIMA NETO, Luiz Inácio. A legalização da Eutanásia no Brasil. Revista Jus Navigandi, Teresina, v. 8, n.81, 2003. Disponível em: <https://jus.com.br/artigos/4217>. Acesso em: 16 mai. 2023.
MARTINS, Ricardo Marcondes. Felicidade e ponderação. Revista Internacional de Direito Público – RIDP, Belo Horizonte, ano 5, n. 8, p. 9-19, jan.-jun, 2020. Disponível em: www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/CEJUR%20%20PGM/CEJUR%20Cli pping/9%C2%AA%20Edi%C3%A7%C3%A3o/ARTIGOS/4.pdf>. Acesso em: 17 mai. 2023.
MENEZES, M.B.; SELLI, L.; ALVES, J.S. Distanásia: percepção dos profissionais da enfermagem. Revista Latinoamericana de Enfermagem, v.17, n.4, p.443-8, 2009.
OLIVEIRA, Tarsis Barreto. As repercussões jurídico-penais da eutanásia no direito brasileiro. Revista do programa de pós-graduação em Direito da UFBA, Salvador, n. 16, jan/jun, 2008.
PEDRO, A. O problema da eutanásia como uma questão filosófica: reflexões éticas acerca da eutanásia no fim de vida e suas implicações educativas. Nuances: Estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 22, n. 23, p. 167–181, 2012. DOI: 10.14572/nuances.v22i23.1768. Disponível em: https://revista.fct.unesp.br/index.php/Nuances/article/view/1768. Acesso em: 9 maio. 2023.
RIGAMONTI, Thiago Reis Augusto; TOLEDO, Gustavo Freddi. O direito à vida ou à morte digna: uma análise à luz da ponderação. Revista dos Tribunais, São Paulo, v. 1039., n. 111., p. 127-146. Disponível em: http://www.rigamontiferreira.com.br/artigos/artigo_03.pdf. Acesso em: 17 mai. 2023.
Legislação
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasil). Código de ética médica – Resolução n°1.246/88. [Brasília, DF]: CFM.
CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (Brasil). Diretivas antecipadas de vontade dos Pacientes. Resolução nº 1.995/2012. [Brasília, DF]: CFM.
Constituição
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil: de 5 de outubro de 1988. 43. ed. Organizado por Alexandre de Moraes. São Paulo: Atlas, 2017.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Revista de Estudos Interdisciplinares

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
A Revista Estudos Interdisciplinares adota a licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0), que possibilita o compartilhamento e a adaptação do trabalho, incluindo fins comerciais, desde que seja feita a atribuição adequada e seja reconhecida a publicação original nesta revista.