DEMOCRACIA ALGORÍTMICA

O IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ESFERA PÚBLICA E OS DESAFIOS PARA A PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

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Autores

  • Gustavo Davanco Nardi Universidade de Marília

DOI:

https://doi.org/10.56579/redac.v2i1.3335

Palavras-chave:

Inteligência Artificial, Democracia, Direitos Fundamentais, Regulação, Esfera Pública

Resumo

O presente artigo analisa os impactos da ausência de uma regulação específica para a inteligência artificial (IA) na esfera pública sobre o debate democrático e a garantia de direitos fundamentais no Brasil. Diante da crescente influência de sistemas algorítmicos na moderação e personalização de conteúdo em plataformas digitais, investiga-se como essa nova arquitetura informacional, denominada "democracia algorítmica", desafia os pilares do Estado Democrático de Direito. A metodologia empregada consiste no método dedutivo, com base em pesquisa bibliográfica e documental de natureza qualitativa, mobilizando os referenciais teóricos de esfera pública (Jürgen Habermas), capitalismo de vigilância (Shoshana Zuboff) e filtros-bolha (Eli Pariser), bem como a análise do Projeto de Lei nº 2338/2023. Conclui-se que a lacuna regulatória consolida um poder normativo privado que, ao operar com base na extração de dados e na modificação comportamental, fragmenta o debate público, corrói a autonomia individual e a privacidade, e aprofunda as desigualdades, tornando imperativa a construção de um marco legal robusto que reafirme a soberania democrática sobre as infraestruturas digitais.

Biografia do Autor

Gustavo Davanco Nardi, Universidade de Marília

Mestrando em Direito Público;Curso e área de formação: Mestrado em Direito – Linha de Pesquisa em Constituição, Estado e Políticas Públicas; Instituição de vínculo: Universidade de Marília (UNIMAR

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Publicado

01-04-2026

Como Citar

Nardi, G. D. (2026). DEMOCRACIA ALGORÍTMICA: O IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA ESFERA PÚBLICA E OS DESAFIOS PARA A PROTEÇÃO DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS. REVISTA DE DIREITO E ABORDAGENS CONTEMPORÂNEAS, 2(1), 01–16. https://doi.org/10.56579/redac.v2i1.3335

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