AVALIAÇÃO LONGITUDINAL DA FUNÇÃO COGNITIVA DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v8i2.2862

Palavras-chave:

Doença Crônica, Idoso, Qualidade de Vida

Resumo

O objetivo deste estudo foi analisar a função cognitiva de pacientes com DRC em hemodiálise ao longo dos anos. Trata-se de um estudo de natureza descritiva e analítica, com delineamento de coorte retrospectivo nos anos de 2018, 2019 e 2020. Participaram do mesmo 61 pacientes submetidos à HD. Como instrumentos de pesquisa utilizou-se o prontuário físico funcional com as variáveis idade (anos), tempo de hemodiálise (meses), sexo (masculino, feminino), escolaridade (analfabeto, fundamental incompleto, fundamental completo, médio completo e superior) e o Mini Exame de Estado Mental para avaliação da função cognitiva (manteve-se com déficit cognitivo; passou a ter déficit cognitivo; passou a não ter déficit cognitivo; e manteve-se sem déficit cognitivo). Os dados foram analisados por Qui-quadrado de Pearson considerando p≤0,05. Os resultados apontam que a função cognitiva dos pacientes em HD se modificou significativamente nos três anos de análise, sendo que em 2018, 59,1% tinham provável déficit cognitivo, em 2019, 53,5%, e em 2020, reduziu para 32,5%. Além disso, 45,0% mantiveram-se declínio cognitivo, 22,5% passaram a não ter problemas cognitivos, 10,0% passaram a ter declínio cognitivo e 22,5% mantiveram-se com problemas cognitivo. Conclui-se que uma grande parcela dos pacientes se manteve sem déficit cognitivo durante o período deste seguimento (2018 - 2020) e estes resultados demonstram a importância de a equipe multiprofissional estar envolvida no cuidado dos pacientes renais, considerando que a função cognitiva é uma variável que pode ser influência por diversos fatores e que influencia diretamente na qualidade de vida e tratamento dos pacientes.

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Biografia do Autor

Juledy Waldow Kupske, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCMH/UFRGS). Professora da Rede Municipal de Ensino de Santa Rosa, RS, Brasil.

Thais Severo Dutra , Universidade de Cruz Alta

Doutoranda em Atenção Integral à Saúde pela Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ). Cruz Alta, RS, Brasil.

Cleide Dejaira Martins Vieira, Universidade Regional do Noroeste do Rio grande do Sul

Doutoranda em Atenção Integral à Saúde pela Universidade Regional do Noroeste do Rio grande do Sul (UNIJUÍ)/Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ). Docente do curso de Fisioterapia da Universidade Regional do Noroeste do Rio grande do Sul (UNIJUÍ). Ijuí, RS, Brasil.

Giovani Firpo Del Duca , Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Paulo Ricardo Moreira , Universidade de Cruz Alta

Doutor em Medicina (Nefrologia) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Departamento de Ciências da Saúde e Agrárias, Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ), Cruz Alta, RS, Brasil.

Moane Marchesan Krug , Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul

Doutora em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Departamento de Ciências Humanas e da Educação, Universidade Regional do Noroeste do Rio Grande do Sul (UNIJUI).

Rodrigo de Rosso Krug , Universidade de Cruz Alta

Doutor em Ciências Médicas (UFSC). Departamento de Ciências da Saúde e Agrárias, Universidade de Cruz Alta (UNICRUZ) Cruz Alta, RS, Brasil.

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Publicado

2026-03-29

Como Citar

Kupske, J. W., Dutra , T. S., Vieira, C. D. M., Duca , G. F. D., Moreira , P. R., Krug , M. M., & Krug , R. de R. (2026). AVALIAÇÃO LONGITUDINAL DA FUNÇÃO COGNITIVA DE PACIENTES EM HEMODIÁLISE. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 8(2), 01–10. https://doi.org/10.56579/rei.v8i2.2862

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