PRÁTICAS MAKER NO TURNO INVERSO E O DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v8i1.2533

Palavras-chave:

Cultura Maker, BNCC, Tecnologia Educacional, Turno Inverso Escolar

Resumo

Este estudo investiga como as práticas maker no turno inverso escolar contribuem para o desenvolvimento da Competência 5 da BNCC, que aborda o uso crítico e ético de tecnologias digitais. A pesquisa qualitativa, fundamentada em Papert (1980), Blikstein (2025), Arusievicz (2023) e Majdenbaum (2024), analisou 199 postagens de instrutores de 16 unidades gaúchas (2023-2024) por meio da análise textual discursiva. Os resultados revelam forte engajamento em atividades práticas (98,5%), com destaque para o uso de Lego (31,4%) e materiais recicláveis (38,2%), porém com limitações significativas: apenas 8,1% das atividades envolviam resolução de problemas autênticos e 1,5% trabalhavam a reflexão crítica sobre tecnologia. A predominância de reproduções (67,3%) sobre criações originais (32,7%) indica a necessidade de reformular as oficinas para promover maior autonomia e pensamento crítico, alinhando-se plenamente às dimensões da Competência 5 da BNCC. Conclui-se que, embora o ambiente maker ofereça potencial para inovação pedagógica, requer maior ênfase na problematização e na construção crítica do conhecimento tecnológico.

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Biografia do Autor

Ederson Luiz Locatelli, Universidade Federal de Sergipe | Universidade Tecnológica Federal do Paraná

Professor Visitante no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECIMA), da Universidade Federal de Sergipe - UFS. Doutor em Educação pela UNISINOS (2017), com linha de pesquisa em Educação, Desenvolvimento e Tecnologias. Mestre em Educação pela UNISINOS (2010), com ênfase em Prática Pedagógica e Formação do Educador. Licenciado em Filosofia pela UNISINOS (2007) e em Pedagogia pelo Centro Universitário Claretiano (2021). Atualmente realizando meu estágio de Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Possuo experiência docente na Graduação (presencial e a distância), na Extensão (presencial e a distância), na Especialização (presencial e a distância) e no Mestrado Profissional. Além disso, desenvolvi projetos de cursos de graduação e coordenei cursos de extensão e especialização. Faço parte do GPe-dU - Grupo de Pesquisa Educação Digital da UNISINOS/CNPq e do grupo Convivência e Tecnologia Digital na Contemporaneidade (COTEDIC) da UNILASALLE/CNPq. Minha pesquisa abrange mídias sociais, design, tecnologias digitais, formação de professores, hibridismo, multimodalidade, mundos virtuais, educação a distância, educação online, ensino superior e educação básica. Tenho experiência na seleção, capacitação e acompanhamento pedagógico de docentes, bem como em assessoria e consultoria a instituições de ensino.

Fernanda Costa Arusievicz, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutoranda em Informática na Educação (UFRGS), com mestrado (IFRS) e graduação em Pedagogia Multimeios (PUCRS). Integra o grupo TRAPHU/UFRGS e é Coordenadora de Tecnologias Educacionais no Sesi RS, liderando projetos em robótica, STEAM e formação de educadores. Especialista em inovação, desenvolve materiais didáticos e estratégias formativas. Sócia-fundadora da Sociedade Brasileira de Robótica.

Rivka Majdenbaum, Instituto Federal do Rio Grande do Sul

Mestre em Informática na Educação (IFRS), com especialização em EaD (SENAC-RS) e graduação em Pedagogia Multimeios (PUCRS). Possui cursos de extensão em Makerspace e STEAM pela Stanford. Atua na capacitação docente em STEAM, robótica e cultura maker, desenvolvendo espaços maker, programas formativos e recursos educacionais inovadores no Sesi RS.

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Publicado

2026-01-17

Como Citar

Locatelli, E. L., Arusievicz, F. C., & Majdenbaum, R. (2026). PRÁTICAS MAKER NO TURNO INVERSO E O DESENVOLVIMENTO DAS COMPETÊNCIAS TECNOLÓGICAS. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 8(1), 01–16. https://doi.org/10.56579/rei.v8i1.2533

Edição

Seção

DOSSIÊ CULTURA MAKER, FORMAÇÃO DE PROFESSORES E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: DIÁLOGOS INTERDISCIPLINARES

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