ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO ÀS EMERGÊNCIAS E DESASTRES

UMA ANÁLISE DO AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v8i2.2970

Palavras-chave:

Seca, Vulnerabilidade, Gestão de riscos, Participação Popular, Convivência com o semiárido

Resumo

Os desastres socioambientais são situações complexas e multideterminadas, por isso, devem ser consideradas todas as variáveis físicas, sociais, políticas, econômicas e ambientais envolvidas com fenômenos. O presente artigo é resultado de uma pesquisa que objetivou analisar os discursos e estratégias apresentadas pelas defesas civis e organizações não governamentais do Agreste Meridional Pernambucano sobre as secas. A partir da psicologia social foi realizado levantamento nas redes oficiais dos 26 municípios do Agreste Meridional, entrevistas com 15 profissionais e uma visita de campo. Os dados coletados foram submetidos à análise do discurso orientada pela Psicologia Social Discursiva. Como resultados, constatamos que as intervenções apresentadas são majoritariamente emergenciais e pontuais, realizadas sob uma lógica de combate à seca. Para superar essa perspectiva, é necessário a inclusão popular, profissionais e comunidades locais devem atuar de forma coletiva para construção de estratégias de convivência com o semiárido.

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Biografia do Autor

Jhenyffer Lays Ribeiro Silva, Universidade de Pernambuco

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental (PPGSDS/UPE) da Universidade de Pernambuco/UPE. Bolsista CAPES. Brasil, Pernambuco, Garanhuns. 

Juliana Catarine Barbosa da Silva, Universidade de Pernambuco

Mestre e Doutora em Psicologia. Professora Adjunta do curso de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Desenvolvimento Socioambiental da Universidade de Pernambuco. Brasil, Pernambuco, Garanhuns.

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Publicado

2026-04-21

Como Citar

Silva, J. L. R., & Silva, J. C. B. da. (2026). ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO ÀS EMERGÊNCIAS E DESASTRES: UMA ANÁLISE DO AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 8(2), 01–17. https://doi.org/10.56579/rei.v8i2.2970

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