COMPORTAMENTO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E DE PREENSÃO MANUAL DURANTE UMA SESSÃO DE HEMODIÁLISE

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v8i1.2487

Palavras-chave:

Doença Renal Crônica, Dinamometria, Manovacuometria

Resumo

A doença renal crônica (DRC) leva a perda do equilíbrio hidroeletrolítico e redução da força muscular devido a síndrome urêmica. Assim, objetivo do estudo foi avaliar as condições de força muscular respiratória e periférica em pacientes durante o processo dialítico. Trata-se de um estudo observacional, transversal, quantitativo e descritivo realizado com 40 pacientes em tratamento em uma unidade de terapia renal pertencente a um município do Noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Para avaliação da força muscular respiratória foi aplicado o manovacuômetro e para a força de preensão manual, o dinamômetro, no momento pré-diálise e a cada hora durante a sessão de tratamento, sendo antes da hemodiálise (HD), após 1h, 2h, 3h e 4h de tratamento. Os resultados obtidos foram descritos através de média, percentual e desvio-padrão. O nível de significância adotado foi de 5% (p<0,05). Quanto aos resultados, houve redução da PEmáx entre a primeira (87,33 ± 27,37) e última avaliação (85,90 ± 25,67). Com relação a PImáx, houve aumento significativo durante a primeira hora, de 101,25 ± 28,77 para 107 ± 22,41 (p=0,042). Ao comparar as médias alcançadas com os valores preditos, evidenciou-se para PEmáx tais parâmetros não foram atingidos, sendo o valor ideal para esta 251,15, a maior média atingida foi 87,33 ± 27,37. A mesma comparação foi feita para a PImáx, nesta os valores preditos foram ultrapassados (p>0,001). Por fim, com relação a força de preensão palmar, notou-se que houve decréscimo entre os valores da avaliação pré-HD (27,43 ± 8,51) e a última (25,53 ± 8,75), ambos com p>0,001. Ao final do estudo, evidenciou-se que pacientes com DRC submetidos à HD apresentaram redução da força muscular expiratória e periférica com o passar das horas de tratamento.

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Biografia do Autor

Taiene Rodrigues, Universidade de Cruz Alta

Fisioterapeuta (UNICRUZ).  Residente do Programa de Residência Multiprofissional em Cardiologia da Universidade de Passo Fundo. Brasil, RS, Passo Fundo.

Thais Severo Dutra, Universidade de Cruz Alta

Fisioterapeuta (UNICRUZ). Mestre em Atenção Integral à Saúde UNICRUZ/UNIJUI/URI-Erechim. Brasil, RS, Cruz Alta. Brasil, RS, Cruz Alta.

Cleide Dejaira Martins Vieira, Universidade de Cruz Alta

Fisioterapeuta (UNICRUZ). Doutoranda do Programa de Pós-graduação em Atenção Integral à Saúde (PPGAIS) UNICRUZ/UNIJUI/URI-Erechim.  Brasil, RS, Cruz Alta.

Kendra Caroline Grams, Universidade de Cruz Alta

Biomédica (UNICRUZ). Mestranda do Programa de Pós-graduação em Atenção Integral à Saúde (PPGAIS) UNICRUZ/UNIJUI/URI-Erechim. Brasil, RS, Cruz Alta. 

Paulo Ricardo Moreira, Universidade de Cruz Alta

Médico (UFRGS), Doutor em Nefrologia (UFRGS). Professor na Universidade de Cruz Alta e no Programa de Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde (PPGAIS) UNICRUZ/UNIJUI/URI-Erechim. Brasil, RS, Cruz Alta. 

Rodrigo de Rosso Krug, Universidade de Cruz Alta

Licenciado em Educação Física (UNICRUZ), Doutor em Ciências Médicas (UFSC). Professor na Universidade de Cruz Alta e no Programa de Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde (PPGAIS) UNICRUZ/UNIJUI/URI-Erechim. Brasil, RS, Cruz Alta. 

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Publicado

2026-01-26

Como Citar

Rodrigues, T., Dutra, T. S., Vieira, C. D. M., Grams, K. C., Moreira, P. R., & Krug, R. de R. (2026). COMPORTAMENTO DA FORÇA MUSCULAR RESPIRATÓRIA E DE PREENSÃO MANUAL DURANTE UMA SESSÃO DE HEMODIÁLISE. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 8(1), 01–17. https://doi.org/10.56579/rei.v8i1.2487

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