HERENCIAS DEL COLONIALISMO Y DESIGUALDADES EN EL TRABAJO DOCENTE DE LA EDUCACIÓN SUPERIOR:
UN ANÁLISIS INTERSECCIONAL
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https://doi.org/10.56579/rei.v8i2.3207Palabras clave:
Colonialidad, Desigualdades, Trabajo Docente, Educación SuperiorResumen
La sociedad brasileña sigue marcada por las desigualdades originadas en la invasión, colonización y la esclavización de los pueblos originarios, y estas aún estructuran las relaciones sociales, políticas y culturales. De manera interdisciplinaria y con base en el Feminismo Negro y la Teoría Decolonial, este artículo analiza cómo la colonialidad, el racismo y el patriarcado producen desigualdades interseccionales en el trabajo docente en la Educación Superior. Se argumenta que la universidad, históricamente elitista, reproduce jerarquías de género, raza y clase que limitan el acceso de los grupos marginados a posiciones de prestigio. Se evidencia que las mujeres negras y los sujetos de las clases populares enfrentan múltiples opresiones derivadas de la permanencia de estructuras coloniales, como la división sexual y racial del trabajo. Se concluye que la interseccionalidad es una herramienta esencial para comprender y enfrentar estas desigualdades en las relaciones laborales y, en particular, en la docencia universitaria.
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