BAOBAFRICANIZING HUMAN RIGHTS AND TECHNOLOGY:
THE MOCAMBOS NETWORK AS A TECHNOPOLITICAL PRACTICE OF WORLD-MAKING
Visualizações: 149DOI:
https://doi.org/10.56579/rei.v7i4.2216Keywords:
New Information Technologies, Human Rights, Coloniality, Techno-resistances, Mocambos NetworkAbstract
In the face of a scenario marked by exploding inequalities, climate collapse, abandonment of solidarity, and disconnection — both with others and with nature (since, in the digital realm, what contemporary times do not lack are connections) — all characteristics of the globalization process and the current configuration of capital, now cyber-colonial, it becomes urgent to think about counter-colonial escape routes that reconstruct the technological arsenal and the applicability of human rights: earthly techno-resistances, such as the strategy of quilombola technological appropriation.
To materialize this bifurcation, the actions of the Mocambos Network will be analyzed — a quilombola network responsible for various initiatives that express a cosmovision grounded in organic relationships, sharing, and care for ancestral memory.
Based on the construction of this scenario, the objective of this research is to examine how to build counter-colonial perspectives not only of technologies but also of the effectiveness of the human rights discourse, questioning the proprietary model of platforms and the hegemonic traditional theory linked to the legitimacy of human rights. In this threshold, the aim is to verify the power of the Mocambos Network as a technopolitical force of resistance.
In conclusion, it is inferred that the techno-insurgent construction promoted by the Mocambos Network in its territories constitutes escape routes from the advance of technological capitalism and offers an alternative possibility for futurity, technology, and rights.
Downloads
References
BONA, Dénètem Touam. Cosmopoéticas do refúgio. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2020.
BUTLER, Judith. Corpos em aliança e a política das ruas: notas para uma teoria performativa de assembleia. Editora José Olympio, 2015.
CAMINATI, Francisco Antunes. Terra incognita: liberdade, espoliação: o software livre entre técnicas de apropriação e estratégias de liberdade. 2013. Tese de Doutorado. [sn].
CARLSSON, Chris. Nowtopia: iniciativa que estão construindo o futuro hoje. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2014.
COMITÊ INVISÍVEL. Aos nossos amigos: crise e insurreição. 2. ed. Tradução: Edições Antipáticas. São Paulo: N-1 Edições, 2016.
COSTA, Flavia. Tecnoceno: Algoritmos, biohackers y nuevas formas de vida. taurus, 2021.
DE ALMEIDA TELES, Edson Luis. Direitos humanos, ação política e as subjetivações oceânicas. Philósophos-Revista de Filosofia, v. 23, n. 1, p. 243-273, 2018. DOI: https://doi.org/10.5216/phi.v23i1.50095
DOS SANTOS, Antônio Bispo. A terra dá, a terra quer. Ubu Editora, 2023.
DOS SANTOS, Antônio Bispo. Colonização, Quilombos: modos e significados. Brasília, 2015.
DOS SANTOS DEALDINA, Selma. Mulheres quilombolas: territórios de existências negras femininas. Editora Jandaíra, 2020.
FELLNER, Ana Maria Rivera et al. Tecnologias Ch'ixi: experiências micropolíticas para descolonizar as tecnologias-o caso da Casa de Cultura Tainã e a Rede Mocambos. 2020.
JOURDAN, Camila. 2013–uma dimensão ética libertária. verve. revista semestral autogestionária do Nu-Sol., n. 34, 2018.
LATOUR, Bruno. Por que a crítica perdeu a força? De questões de fato a questões de interesse. O que nos faz pensar, v. 29, n. 46, p. 173-204, 2020. DOI: https://doi.org/10.32334/oqnfp.2020n46a748
MARTINS, Hermínio. The Technocene: reflections on bodies, minds, and markets. Anthem Press, 2018. DOI: https://doi.org/10.2307/j.ctv8xnfth
MBEMBE, Achille. Crítica da Razão Negra. Tradução: Sebastião Nascimento. São Paulo: N-1, 2018.
MBEMBE, Achille. Políticas de inimizade. Tradução: Sebastião Nascimento. São Paulo: N-1, 2020.
MORAES, Alana. Contato e Improvisação: o que pode querer dizer autonomia? Cadernos IHU Ideias, São Leopoldo, Ano 16, Nº 268, Vol. 16, p. 1-20, 2018.
MORAES, Alana. Neoextrativismo, guerra de mundos e hegemonia cibernética: como nos tornamos um laboratório pandêmico? In: PARRA, Henrique (Coord.). É isso o futuro? Revista do PIMENTALAB – Laboratório de Tecnologia, Política e Conhecimento da UNIFESP, São Paulo, v. 1, abr. 2021. Disponível em: https://www.pimentalab.net/revista- pimentalab-n-1-e-isso-o-futuro/. Acesso em 30 de nov de 2023.
MOURA, Clóvis. Quilombo: resistência ao escravismo. 2021.
MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala. 4. Ed. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.
NASCIMENTO, Abdias. O quilombismo. Editora Perspectiva SA, 2020.
NAVARRO TRUJILLO, Mina Lorena y LINSALATA, Lucía. “Capitaloceno, luchas por lo común y disputas por otros términos de interdependencia en el tejido de la vida. Reflexiones desde América Latina”, Relaciones Internacionales, Madrid, nº 46, pp. 81-98, 2021. DOI: https://doi.org/10.15366/relacionesinternacionales2021.46.005
PARRA, Henrique Zoqui Martins. Da tecnopolítica às lutas cosmotécnicas: dissensos ontoepistêmicos face à hegemonia cibernética no Antropoceno. Engenharias e outras práticas técnicas engajadas: diálogos interdisciplinares e decoloniais, 2022.
POVINELLI, Elizabeth. Catástrofe ancestral: e existências no liberalismo tardio. Ubu Editora, 2024.
SANTOS, Laymert Garcia dos et al. A informação após a virada cibernética. Revolução tecnológica, internet e socialismo, p. 9-33, 2003.
SANTANA, Bianca. Mujeres negras: una invitación ancestral a comprender lo común, a través del Buen Vivir. Comunes, economías de la colaboración, 2018.
SHARPE, Christina. No vestígio: negridade e existência. Ubu Editora, 2023.
SILVA, Tarcízio. Racismo algorítmico: inteligência artificial e discriminação nas redes digitais. Edições Sesc SP, 2022. DOI: https://doi.org/10.29327/269579.6.3-14
ZHANG, S., ARAUJO, M. R. P., & NUNES, A. C. de A. (2022). A terrestrial Internet from the quilombos: the transatlantic evolution of baobab from colonial to digital capitalism. Tapuya: Latin American Science, Technology and. Society, 5(1). https://doi.org/10.1080/25729861.2022.2037818 DOI: https://doi.org/10.1080/25729861.2022.2037818
TIBLE, Jean. Políticas Selvagens.
TOZZI, Vincenzo. Redes federadas eventualmente conectadas Arquitetura e protótipo para a Rede Mocambos. 2010.
TSING, Anna Lowenhaupt. O Cogumelo no Fim do Mundo: sobre a possibilidade de vida nas ruínas do capitalismo. Tradução: Jorgge Menna Barreto; Yudi Rafael. São Paulo: N-1, 2022.
VERGÈS, Françoise. Um feminismo decolonial. Ubu Editora, 2020.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Interdisciplinary Studies Journal

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
The Journal of Interdisciplinary Studies adopts the Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0), which allows for sharing and adapting the work, including for commercial purposes, provided proper attribution is given and the original publication in this journal is acknowledged.












