SAÚDE BUCAL E QUALIDADE DE VIDA EM CRIANÇAS COM O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) 0 0
DOI:
https://doi.org/10.56579/m1rsje41Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Saúde bucal, Saúde da criança, Qualidade de vidaResumo
No Brasil, uma a cada trinta e oito crianças é diagnosticada com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) - transtorno neuropsiquiátrico caracterizado por aspectos como dificuldades sociais e comunicacionais, rigidez cognitiva e hipersensibilidade ambiental. Considerando que problemas bucais impactam diretamente o bem-estar geral individual, a crescente prevalência da condição entre infantes indica a importância de observar a saúde odontológica desse público. Nesse contexto, este estudo teve como objetivo investigar de que maneira o TEA repercute na saúde bucal de crianças e, consequentemente, em sua qualidade de vida. A metodologia consiste em uma revisão integrativa de literatura, para a qual, a partir da base de dados PubMed, utilizaram‑se os seguintes descritores: Transtorno do Espectro Autista, Saúde Bucal, Saúde da Criança e Qualidade de vida. Inicialmente, foram identificados 64 artigos, dos quais 10 atenderam aos critérios de inclusão após triagem na plataforma digital Rayyan. Assim, incluíram-se estudos experimentais e observacionais, dos últimos cinco anos, que abordaram as temáticas Transtorno do Espectro Autista (TEA), saúde bucal e efeitos decorrentes da condição em crianças. Os resultados demonstraram que infantes diagnosticados com o transtorno apresentam maior prevalência de cáries, lesões, babação, bruxismo e acúmulo de placa bacteriana em comparação a crianças neurotípicas. Nesse contexto, a composição da microbiota oral foi associada a dificuldades sociais, a comportamentos repetitivos e a sintomas ansiosos. Ademais, o tratamento odontológico adequado associou-se a melhores indicadores de qualidade de vida nesse público. Conclui-se que crianças com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) são afetadas com maior frequência por problemas bucais e, consequentemente, têm seu bem-estar físico, mental e social impactado de forma desfavorável. Diante desse cenário, evidencia-se a importância de promover o cuidado humanizado, interdisciplinar e adaptado às necessidades desses pacientes, bem como de haver avanços na formação de cirurgiões-dentistas e profissionais de áreas correlatas para o ideal manejo do público.
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