O MANEJO DO SOFRIMENTO PSÍQUICO EM CONTEXTOS DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA 0 0
UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.56579/jrpkqz45Palavras-chave:
Sofrimento psíquico, Urgência e emergência, Saúde mentalResumo
O sofrimento psíquico em situações de urgência e emergência configura um desafio para os serviços de saúde, especialmente diante do aumento da demanda por atendimentos em saúde mental e da fragilidade das redes de atenção, demandando intervenções rápidas e qualificadas para prevenir agravamentos e riscos à vida do indivíduo e de terceiros.Esse cenário pode resultar em sobrecarga dos serviços e intervenções inadequadas, elevando os riscos à integridade do indivíduo e de terceiros. No contexto da Reforma Psiquiátrica brasileira, buscou-se ampliar a assistência em saúde mental por meio de uma rede integrada de cuidados, na qual os serviços de emergência passaram a desempenhar papel estratégico no manejo das crises. Diante disso, torna-se fundamental compreender como esses serviços se organizam para acolher e manejar demandas relacionadas à saúde mental. Analisar, a partir das publicações científicas recentes, estratégias de manejo do sofrimento psíquico em contextos de urgência e emergência e suas contribuições para a assistência em saúde mental. Foi realizada uma revisão integrativa de literatura entre fevereiro e março de 2026, através da coleta de dados nas bases PubMed, Scientific Electronic Library On-line (SciELO), Periódicos Eletrônicos em Psicologia (PePSIC) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os descritores ”urgência”, “saúde mental”, “intervenção em crise”, obtidos através de consulta ao DeCS/MeSH da BVS, e o operador booleano AND. Foram identificados 39 artigos e incluídos estudos que abordassem diretamente o manejo do sofrimento psíquico na urgência e emergência, em português ou inglês, gratuitos. Foram excluídos artigos duplicados, estudos que não abordavam diretamente o tema deste trabalho, publicações fora do período estabelecido, textos incompletos e trabalhos que não estavam disponíveis na íntegra, totalizando 5 artigos selecionados. Adotou-se como recorte temporal materiais publicados nos últimos 5 anos. Os estudos analisados evidenciam que os serviços de emergência psiquiátrica ocupam posição central na rede de atenção, atuando tanto no manejo imediato das crises, quanto na articulação com outros níveis de atenção à saúde. Entre as estratégias identificadas destacam-se a avaliação clínica rápida, a estabilização do quadro agudo, o suporte psicossocial e o encaminhamento adequado para continuidade do cuidado. Além disso, intervenções em crise, como primeiros cuidados psicológicos e abordagens focadas na redução do sofrimento imediato, demonstram efeitos positivos na diminuição de sintomas como ansiedade, depressão e estresse pós-traumático. Contudo, a literatura também aponta desafios significativos, como a fragilidade das redes de atenção em saúde mental, a insuficiente capacitação profissional e a persistência de práticas coercitivas e mecanicistas no atendimento, o que pode comprometer a qualidade da assistência prestada. Conclui-se que o manejo do sofrimento psíquico em contextos de urgência e emergência requer uma abordagem interdisciplinar, humanizada e integrada à rede de atenção em saúde mental. Destaca-se a necessidade de fortalecimento da articulação entre os serviços hospitalares e os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), bem como a implementação de protocolos assistenciais específicos para intervenção em crise. Além disso, é fundamental investir na formação e capacitação contínua dos profissionais de saúde, visando práticas mais qualificadas e centradas no cuidado integral.
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Referências
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