O IMPACTO DAS REDES SOCIAIS NA AUTOESTIMA DOS ADOLESCENTES 0 0
DOI:
https://doi.org/10.56579/ztwkzk67Palavras-chave:
Adolescência, Autoestima, Autoimagem, Psicologia, Redes sociaisResumo
A adolescência é um período de intensas transformações, no qual o indivíduo constrói sua autoestima e autoimagem como parte da sua identidade. Neste sentido, o uso das redes sociais apresenta facilidades de socialização, mas também riscos ao desenvolvimento. Essa problemática torna-se ainda mais pertinente, devido à extrema facilidade de acesso tecnológico. Seguindo este raciocínio, esta pesquisa teve como objetivo analisar os efeitos que o uso dessas plataformas pode causar na autoestima e autoimagem dos adolescentes. O método escolhido foi a revisão bibliográfica de natureza qualitativa e descritiva. A coleta de dados ocorreu nas bases Scielo, Periódicos CAPES e Google Acadêmico, considerando apenas artigos publicados a partir de 2021 e utilizando os descritores “adolescência", "redes sociais" e "autoestima". Como critérios de inclusão, consideraram-se artigos completos, publicados em língua portuguesa e inglesa, que abordassem diretamente a relação entre uso de redes sociais, autoestima e/ou autoimagem em adolescentes. Foram excluídos estudos duplicados, relatos de experiência e publicações que não atendiam ao recorte temático proposto. A análise dos dados ocorreu de forma qualitativa, por meio da síntese e categorização dos principais achados. Os resultados apontaram uma predominância de achados relacionados ao sexo feminino, sem prejuízo da análise dos impactos gerais, mostrando que, apesar das redes possibilitarem a interação com grupos de interesse, elas também acabam impondo padrões de beleza e comportamento, baseados em expectativas irreais. De forma gradativa, a frequência do uso tende a exceder o tempo recomendado, favorecendo o distanciamento da realidade e a exposição a gatilhos relacionados à imagem corporal e ao estilo de vida impostos pela mídia. A imaturidade neurobiológica desta fase da vida potencializa os impactos negativos de filtros e likes, favorecendo a construção de identidades idealizadas e impactando negativamente a autoestima e a autoimagem. As pesquisas indicam que a busca extrema por estes ideais pode agravar quadros de depressão e transtornos como a dismorfia corporal e bulimia. Como conclusão, os resultados indicam a necessidade de estratégias de educação digital, psicoeducação e orientação parental para promover um uso saudável das redes, tendo como uma de suas bases, a Terapia Cognitivo-Comportamental, que demonstra eficácia, ao oferecer ferramentas para uma visão mais integrada de si mesmo. Por fim, aponta-se uma lacuna de evidências sobre o público masculino, sugerindo a premência de investigações futuras para este estrato demográfico, visando uma compreensão mais abrangente do fenômeno.
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Referências
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