O BRINCAR COMO MEDIADOR NA SAÚDE MENTAL INFANTIL E O PAPEL DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NESTE PROCESSO 0 0

UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Autores

  • Victória Gabriele de Oliveira Curcino IMEPAC/Clariens
  • Alexsandra Vieira Barbosa Silva IMEPAC/Clariens
  • Ana Lúcia Costa e Silva IMEPAC/Clariens
  • Luana Bueno Teixeira Gimenes IMEPAC/Clariens

DOI:

https://doi.org/10.56579/wfsjfp28

Palavras-chave:

Saúde mental infantil, Transtorno do Espectro Autista, Brincar mediado, Equipe multidisciplinar, Intervenção precoce

Resumo

O presente estudo tem como tema central o papel do brincar mediado no desenvolvimento e na saúde mental de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras atipicidades, especialmente na primeira e segunda infância. Parte-se do pressuposto de que o brincar, sobretudo em sua dimensão simbólica, constitui um eixo fundamental para o desenvolvimento sociocognitivo, emocional e comunicativo infantil. A literatura aponta que, embora crianças com TEA apresentem particularidades no comportamento lúdico, como menor espontaneidade e limitações na simbolização, essas dificuldades podem ser ampliadas por meio de intervenções mediadas, planejadas e afetivamente responsivas. A metodologia adotada caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa e natureza narrativa, com base na análise crítica de produções científicas nas áreas de saúde mental infantil, neuropsicologia e educação. O recorte temporal contemplou publicações entre 2021 e 2025, assegurando atualização teórica e alinhamento com diretrizes contemporâneas. As buscas foram realizadas nas bases SciELO, PubMed e PePSIC, sendo o Google Acadêmico utilizado de forma complementar. Foram empregados descritores em português e inglês, como “brincar”, “brincar simbólico”, “TEA”, “desenvolvimento infantil”, “saúde mental infantil”, “play”, “symbolic play” e “Autism Spectrum Disorder”, combinados com operadores booleanos AND e OR. A estratégia de busca consistiu na aplicação desses termos nos campos de título, resumo e palavras-chave. Como critérios de inclusão, consideraram-se artigos publicados entre 2021 e 2025, disponíveis na íntegra, em português ou inglês, que abordassem o brincar no contexto do TEA. Foram excluídos estudos duplicados, não relacionados ao tema ou sem aderência aos objetivos. A seleção ocorreu por leitura de títulos, resumos e textos completos, resultando em 11 estudos analisados de forma descritiva e interpretativa. Os resultados evidenciam que o brincar simbólico é um importante indicador do desenvolvimento infantil, permitindo à criança atribuir significados, elaborar experiências e ampliar formas de interação. Em crianças com TEA, observa-se predominância de brincadeiras funcionais e repetitivas, com menor reciprocidade social. Contudo, tais características não indicam incapacidade, mas trajetórias desenvolvimentais que demandam mediação qualificada. A atuação do adulto, em contextos clínicos e escolares, mostrou-se essencial para promover atenção compartilhada, modelagem e ampliação do repertório simbólico. As discussões ressaltam a importância da atuação interdisciplinar, envolvendo psicologia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e educação, com destaque para abordagens naturalistas que utilizam o brincar como recurso terapêutico. Instrumentos de avaliação do brincar simbólico contribuem para o planejamento de intervenções individualizadas. Além disso, o envolvimento da família, por meio do treinamento parental, potencializa os efeitos das intervenções e favorece o desenvolvimento infantil. Conclui-se que o brincar mediado favorece o desenvolvimento global da criança com TEA e atua como recurso relevante na promoção da saúde mental. Investir em contextos lúdicos estruturados, inclusivos e afetivamente responsivos amplia as possibilidades de interação, aprendizagem e qualidade de vida, reafirmando o brincar como prática central na clínica e na educação infantil.

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Biografia do Autor

  • Victória Gabriele de Oliveira Curcino, IMEPAC/Clariens

    Graduanda em Psicologia, pelo IMEPAC/Clariens- Araguari-MG

  • Alexsandra Vieira Barbosa Silva, IMEPAC/Clariens

    Graduanda em Psicologia, pelo IMEPAC/Clariens

  • Ana Lúcia Costa e Silva, IMEPAC/Clariens

    Docente em Psicologia pelo Centro Universitário IMEPAC/Clariens

  • Luana Bueno Teixeira Gimenes, IMEPAC/Clariens

    Graduanda em Psicologia, pelo IMEPAC/Clariens

Referências

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

O BRINCAR COMO MEDIADOR NA SAÚDE MENTAL INFANTIL E O PAPEL DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR NESTE PROCESSO: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA. (2026). CADERNO BRASILEIRO DE ATUALIZAÇÕES E PESQUISA EM PSICOLOGIA, 2(1), 01-02. https://doi.org/10.56579/wfsjfp28