INTIMIDADE NA PSICOTERAPIA ANALÍTICA FUNCIONAL (FAP) 0 0
COMO DESENVOLVÊ-LA?
DOI:
https://doi.org/10.56579/en108a30Palavras-chave:
Intimidade, Vulnerabilidade, Relação íntima, Relacionamento Interpessoal, Psicoterapia Analítica FuncionalResumo
Na Análise do Comportamento a partir da emissão de respostas de vulnerabilidade em um relacionamento interpessoal por um sujeito acompanhada de reforço social do outro sujeito promove o desenvolvimento de intimidade. Para tanto, é preciso descrever funcionalmente quais comportamentos podem ser classificados como vulnerabilidade para cada sujeito, tendo em vista que depende do histórico de punição individual. A FAP compreende o ambiente terapêutico como um local de interação social autêntica e promotor de habilidades tanto para o terapeuta quanto para o cliente. Nesse cenário, este estudo tem como objetivo compreender a aplicação da Psicoterapia Analítica Funcional no desenvolvimento da intimidade. Trata-se de uma revisão de literatura das publicações da FAP sobre o tema encontradas no site da abordagem psicológica. Foram encontradas 10 publicações na busca, sendo a primeira em 1998 e a última em 2021. No que diz respeito aos achados, foi postulado que a FAP se destaca entre as demais teorias pelo foco de observação e intervenção clínica na própria relação terapêutica através da técnica da autorrevelação que contribui para desenvolver o repertório de intimidade. Além disso, há instrumentos de autorrelato baseados na FAP que examinam a intimidade, a saber Escala de Intimidade da FAP e o Modelo de Avaliação Idiográfica Funcional. A partir da aplicação dos instrumentos os comportamentos de expressar emoções positivas e genuidade estão relacionados ao desenvolvimento de intimidade nos contextos de relacionamento. Ademais, os terapeutas treinados em FAP emitiram mais comportamentos que geram intimidade dentro de sessão do que terapeutas sem experiência em FAP, ou seja, a abordagem se preocupa no desenvolvimento de repertório de comportamento íntimo. Os resultados empíricos analisados, frutos de uma intervenção grupal com 03 homens homossexuais demonstraram que a aplicação da FAP estabilizou os seus comportamentos indesejados/problema (CCR1s) relacionados à fuga de relações íntimas e aumentou os seus comportamentos de melhora (CCR2s) relacionados a comportamentos com função de estabelecer e manter relações íntimas. Isso porque as minorias sexuais possuem histórico de violências provocadas por familiares e amigos mais próximos, que afetam a integridade física, emocional e mental gerando intenso sofrimento psíquico, isolamento social e dificuldade em construir relações íntimas. Por outro lado, é por meio das relações íntimas que os sujeitos aprendem como se posicionar nas relações e como estabelecer vínculos ao longo de toda vida, à medida que aprende como deve se expressar e como identificar e descrever eventos privados como pensamentos e sentimentos. Portanto, é possível utilizar as técnicas da FAP, como a autorrevelação do terapeuta para modelação e a modelagem para desenvolver a expressão mais direta e autêntica dos sentimentos, vontades e intenções, além do treinamento de controle de estímulos, para que a partir da discriminação dos estímulos diferentes situacionais, os indivíduos respondam de forma diferente e consequentemente desenvolva intimidade em relações que sejam reforçadas as respostas de vulnerabilidade do sujeito.
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Referências
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