ESQUIZOFRENIA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA 0 0

O PAPEL DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA

Autores

  • Renata Picoli Universitário Maurício de Nassau

DOI:

https://doi.org/10.56579/j0p38a13

Palavras-chave:

Esquizofrenia, Educação Inclusiva, AEE, Autonomia, Saúde Mental

Resumo

O presente trabalho investiga a interface entre saúde mental e educação inclusiva, analisando a escolarização de estudantes com esquizofrenia no ensino regular e o papel do Atendimento Educacional Especializado (AEE). O objetivo central é analisar como as intervenções no AEE podem transcender o suporte acadêmico instrumental para fomentar a autonomia do sujeito. A introdução problematiza que a esquizofrenia impõe barreiras cognitivas e psicossociais que, sem mediação, reduzem a inclusão a uma "presença passiva" marcada pelo estigma. A metodologia adotada foi a revisão sistemática de literatura, com abordagem qualitativa, baseada no protocolo PRISMA. A busca ocorreu nas bases SciELO e Google Acadêmico, utilizando os descritores "Esquizofrenia", "AEE" e "Inclusão Escolar", combinados via operadores booleanos. Foram estabelecidos como critérios de inclusão: artigos completos, em português, publicados entre 2014 e 2024. Após a triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 estudos compuseram o corpus de análise. O procedimento analítico baseou-se na análise de conteúdo, categorizando os dados em: estratégias pedagógicas, manejo de crises e articulação intersetorial. Os resultados revelam que o AEE atua como dispositivo de suporte às funções executivas e à estabilidade psicossocial, indo além da adaptação curricular. Observou-se que a autonomia é potencializada quando o Plano de Desenvolvimento Individualizado (PDI) prioriza competências metacognitivas e habilidades sociais, mitigando comportamentos de isolamento. Contudo, a discussão aponta uma fragilidade na articulação entre os serviços de saúde mental e a escola, evidenciando que a inclusão ainda carece de uma rede de apoio mais robusta. Nas considerações finais, destaca-se que o papel do AEE na construção da autonomia exige uma ruptura com o modelo puramente clínico-patológico em direção a uma prática pedagógica emancipatória. Conclui-se que o sucesso da inclusão desses estudantes depende da qualidade da mediação no AEE e da formação continuada docente, transformando a Sala de Recursos em um espaço de ressignificação da subjetividade e do potencial de aprendizado, garantindo o direito à educação plena.

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Biografia do Autor

  • Renata Picoli, Universitário Maurício de Nassau

    Especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica pela Uninassau, Recife, Ceará

Referências

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. Porto Alegre: Artmed, 2023.

MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Moderna, 2015.

SANTOS, Adriana Aparecida. O Atendimento Educacional Especializado e a saúde mental na escola. Revista Brasileira de Educação Especial, Marília, 2021.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. 9. ed. Rio de Janeiro: WVA, 2010.

Publicado

2026-08-20

Como Citar

ESQUIZOFRENIA E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O PAPEL DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NA CONSTRUÇÃO DA AUTONOMIA. (2026). CADERNO BRASILEIRO DE ATUALIZAÇÕES E PESQUISA EM PSICOLOGIA, 2(1), 01-02. https://doi.org/10.56579/j0p38a13