A DITADURA DO ALGORITMO 0 0

IMPACTOS DA CULTURA DO CANCELAMENTO NA SAÚDE MENTAL DE JOVENS ADULTOS

Autores

  • Ana Carolina de Jesus dos Santos Universidade Federal do Recôncavo da Bahia image/svg+xml
  • Caroline Primo dos Santos Universidade Federal do Recôncavo da Bahia image/svg+xml
  • Gustavo Oliveira Santos Universidade Federal do Recôncavo da Bahia image/svg+xml
  • Maria Eduarda Machado da Silva Universidade Federal do Recôncavo da Bahia image/svg+xml
  • Leonardo Santos de Jesus Universidade Federal do Recôncavo da Bahia image/svg+xml

DOI:

https://doi.org/10.56579/y72p9973

Palavras-chave:

Cultura do cancelamento, Saúde Mental, Algoritmos, Comportamento Social

Resumo

Historicamente, a Igreja mediava a moral e o Estado, a lei. Na contemporaneidade digital, nota-se um sincretismo entre essas esferas. Ocorre um julgamento moral com punição social imediata. Esse processo é mediado por algoritmos que privilegiam o conflito. Tais dispositivos facilitam atos ilícitos e a violação de direitos, culminando na cultura do cancelamento. Além disso, o anonimato na internet torna esse espaço consideravelmente hostil. Consequentemente, potencializa-se o adoecimento psíquico dos sujeitos cancelados. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo analisar os impactos da cultura do cancelamento na saúde mental de jovens adultos. Discute-se, também, como a ditadura dos algoritmos e a ausência de mediação institucional contribuem para esse fenômeno. Para investigar essa problemática de maneira aprofundada, o estudo foi estruturado como uma pesquisa qualitativa e exploratória, delineada como revisão integrativa. A coleta de dados ocorreu nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico. Utilizou-se o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para contextualização sociodemográfica. O período de busca abrangeu os anos de 2019 a 2026. Empregaram-se os descritores “cultura do cancelamento", “algoritmos”, “saúde mental" e "jovens adultos", combinados pelo operador booleano AND. Incluíram-se artigos originais, disponíveis na íntegra em português, que abordassem a relação entre redes sociais e adoecimento psíquico. Excluíram-se publicações duplicadas e artigos de opinião. Os dados foram tratados via Análise de Conteúdo temática. Dispensou-se a avaliação por comitê de ética devido ao uso exclusivo de fontes de domínio público. Os resultados demonstram uma adoção generalizada das redes sociais pela população. Contudo, o impacto desse fenômeno varia conforme as vulnerabilidades psicológicas individuais, afetando predominantemente os jovens adultos. Observa-se nesse público um uso frequentemente desregulado das mídias digitais. Esse comportamento desencadeia consequências negativas derivadas de uma utilização considerada patológica. A natureza estimulante das redes e a exposição a padrões inalcançáveis geram profundos sentimentos de inadequação. Assim, os usuários são motivados a um engajamento contínuo e exaustivo. Esse cenário favorece o desenvolvimento de transtornos de controle de impulsos e distorções cognitivas. Estabelece-se, portanto, um ciclo de dependência. O alívio emocional fica condicionado ao recebimento de reações positivas online. Em contrapartida, a ameaça ou a vivência do cancelamento gera um intenso mal-estar psicológico. Essa dinâmica culmina em quadros de depressão, ansiedade e problemas físicos. Diante do exposto, evidencia-se que a expansão do ambiente digital impõe desafios significativos à saúde pública. A exposição contínua a padrões idealizados fomenta comportamentos compulsivos. Aliada à lógica de validação social, essa dinâmica reforça uma grave dependência emocional. O bem-estar do indivíduo passa a depender estritamente de interações virtuais, ocasionando severos prejuízos psicossociais. Torna-se fundamental, portanto, promover estratégias de educação digital. Conclui-se que é urgente fortalecer o cuidado em saúde mental para incentivar o uso consciente e crítico das redes sociais.

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Biografia do Autor

  • Ana Carolina de Jesus dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

    Aluna do curso de Psicologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

  • Caroline Primo dos Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

    Aluna do curso de Psicologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

  • Gustavo Oliveira Santos, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

    Aluno do curso de Psicologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

  • Maria Eduarda Machado da Silva, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

    Aluna do curso de Psicologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

  • Leonardo Santos de Jesus, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

    Bacharel em Saúde pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Referências

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Publicado

2026-08-20

Como Citar

A DITADURA DO ALGORITMO: IMPACTOS DA CULTURA DO CANCELAMENTO NA SAÚDE MENTAL DE JOVENS ADULTOS. (2026). CADERNO BRASILEIRO DE ATUALIZAÇÕES E PESQUISA EM PSICOLOGIA, 2(1), 01-03. https://doi.org/10.56579/y72p9973