A DESCOLONIZAÇÃO CONCEITUAL NO DISCURSO FILOSÓFICO-AFRICANO

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DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v8i3.2561

Palavras-chave:

Colonialidade, Descolonização, Filosofia, Liberdade, Epistemologia

Resumo

O estudo analisa como a descolonização conceitual pode favorecer a construção de categorias filosóficas próprias, enraizadas nas tradições culturais e nos sistemas de pensamento africanos. Parte-se da constatação de que a filosofia africana foi historicamente desqualificada por uma epistemologia que privilegia padrões ocidentais de racionalidade e exclui outras formas de pensamento. A pesquisa adota abordagem teórico-interpretativa, mobilizando o pensamento de Kwasi Wiredu, especialmente sua formulação da descolonização conceitual, tal como discutida na literatura especializada, para problematizar a colonialidade do saber e suas implicações. Reconhece-se a pluralidade das expressões da colonialidade – existencial, política, cultural e epistemológica –, concentrando a análise nesta última. O debate é motivado pela persistência de estereótipos que associam africanos à irracionalidade, à oralidade não filosófica e à ausência de pensamento sistemático, elementos que ainda sustentam a desvalorização epistêmica do continente. O artigo organiza-se em três eixos: origem e sentidos da descolonização conceitual no debate filosófico; dimensões críticas e reconstrutivas como contestação ao eurocentrismo; e papel da linguagem como instrumento de in(ex)clusão no conhecimento africano. Conclui-se que a descolonização conceitual constitui categoria epistemológica estratégica para adequar e reconfigurar emaranhados conceituais eurocêntricos à realidade africana.

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Biografia do Autor

Pedro Cebola Mazi, Universidade de Brasília

Doutorando em Filosofia, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF, Brasil.

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Publicado

2026-05-25

Como Citar

Mazi, P. C. (2026). A DESCOLONIZAÇÃO CONCEITUAL NO DISCURSO FILOSÓFICO-AFRICANO. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 8(3), 01–18. https://doi.org/10.56579/rei.v8i3.2561

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