O PROCESSO DE QUALIFICAÇÃO DAS EMOÇÕES E DO AFETO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

IMPLICAÇÕES E POSSIBILIDADES

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Autores

  • Natália Navarro Garcia Universidade Estadual de Londrina https://orcid.org/0000-0002-5539-0638
  • Marta Silene Ferreira Barros Universidade Estadual de Londrina
  • Gislaine Franco de Moura Universidade Estadual de Londrina
  • Luciana Alvares Ribeiro Bueno de Oliveira Universidade Estadual de Londrina https://orcid.org/0009-0006-4563-3268

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v7i4.2454

Palavras-chave:

Educação Infantil, Formação Docente, Desenvolvimento Humano, Emoções, Afeto

Resumo

A presente pesquisa teve o propósito de investigar a percepção de docentes da Educação Infantil sobre a qualificação das emoções e do afeto, analisando suas implicações e possibilidades na prática educativa. Justifica-se a relevância pela necessidade de uma formação infantil integral, o que perpassa o desenvolvimento afetivo e emocional. Contudo, entende-se que, por vezes, esses aspectos podem ser compreendidos erroneamente, fazendo com que sejam inexplorados ou abordados de maneira incoerente, sinalizando uma demanda latente por estudos que ampliem discussões concernentes e proponham possibilidades e implicações destes conhecimentos. Para tanto, o embasamento teórico parte dos pressupostos do método crítico-dialético, bem como da Teoria Histórico-Cultural, e como metodologia optou-se pela pesquisa bibliográfica e de campo que incluiu a coleta de dados por meio de questionário direcionado a docentes da Educação Infantil, das redes pública e privada do município de Londrina - PR. Os resultados indicam que as professoras reconhecem a importância dos aspectos afetivos e emocionais para o pleno desenvolvimento infantil, contudo, as evidências apontam limitações conceituais que dificultam a implementação de práticas pedagógicas intencionais. Assim, o estudo propõe estratégias para contribuir com o trabalho docente, favorecendo o desenvolvimento das emoções e do afeto na Educação Infantil.

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Biografia do Autor

Natália Navarro Garcia, Universidade Estadual de Londrina

Doutoranda e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Especialista em Educação Especial e Inclusiva com ênfase em deficiência intelectual e múltipla pelo Instituto Prominas (2019), em Docência para o Ensino Superior (2023), em Psicopedagogia Clínica e Institucional (2024) e em Alfabetização, Letramento e Educação Infantil (2024) pelo Instituto Mineiro de Educação Superior. Professora de Educação Infantil da rede Municipal de Rolândia – PR.  

Marta Silene Ferreira Barros, Universidade Estadual de Londrina

Professora Associada do Centro de Educação Comunicação e Artes (CECA), Departamento de Educação – Área da Educação Infantil e Docente do Programa de Pós-graduação em Educação. Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de São Paulo (USP) na área: Didática Teorias de Ensino e Práticas Escolares e Pós doutorado em Educação pela UNESP- Marília.

Gislaine Franco de Moura, Universidade Estadual de Londrina

Professora Colaboradora do Centro de Educação Comunicação e Artes (CECA), Departamento de Educação – Área da Educação Infantil. Doutoranda e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Especialista em Trabalho Pedagógico na Educação Infantil pela mesma Universidade.

Luciana Alvares Ribeiro Bueno de Oliveira, Universidade Estadual de Londrina

Mestranda em Educação pela Universidade Estadual de Londrina – UEL. Graduação em pedagogia (2021) e especialização em Psicopedagogia (2022) pela Universidade Norte do Paraná - UNOPAR. Especialização em Neuro Educação e Intervenção ABA para Autistas (2023) pela Faculdade Metropolitana de São Paulo. Experiência em aprendizagem infantil e alfabetização.

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Publicado

2025-07-09

Como Citar

Garcia, N. N., Barros, M. S. F., Moura, G. F. de, & Oliveira, L. A. R. B. de. (2025). O PROCESSO DE QUALIFICAÇÃO DAS EMOÇÕES E DO AFETO NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IMPLICAÇÕES E POSSIBILIDADES. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 7(4), 01–15. https://doi.org/10.56579/rei.v7i4.2454

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