Violências contra mulheres trans e travestis

Uma revisão de escopo

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Authors

DOI:

https://doi.org/10.56579/cor.v3i10.1796

Keywords:

mulheres trans, travestis, Brasil, revisão de escopo, Violências

Abstract

Este estudo teve como objetivo mapear a produção científica nacional e internacional sobre as formas de violência sofridas por mulheres trans e travestis no Brasil, com foco nos impactos à saúde. Trata-se de uma revisão de escopo conduzida com base na metodologia PRISMA-ScR e na estratégia PCC (População, Conceito e Contexto). Foram selecionados 34 artigos científicos publicados entre 2014 e 2024, em português, inglês e espanhol, a partir das bases PubMed, Scopus, Web of Science, BVS e SciELO. Os critérios de inclusão abrangeram estudos empíricos e revisões sistemáticas que abordassem explicitamente violências relacionadas à saúde. Os descritores utilizados incluíram “mulheres trans”, “travestis”, “violência” e “saúde”. Os resultados indicaram que as formas mais recorrentes de violência foram a física (41,2%), sexual (26,5%) e institucional (17,6%), com destaque para contextos de atendimento em saúde e segurança pública. Conclui-se que essas violências são múltiplas, interseccionais e impactam diretamente a saúde mental dessa população. O estudo contribui ao evidenciar a necessidade de políticas públicas sensíveis ao gênero e à promoção de práticas de cuidado mais inclusivas.

Author Biographies

Lidyane de Oliveira Santos, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, FCMSCSP, Brasil.

Possui graduação em Psicologia pelo Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (2019), Especialista em Saúde Pública com ênfase na saúde da família e Neuropsicologia, mestranda em Saúde Coletiva pela Faculdade da Santa Casa de São Paulo, bolsista CAPES. Atualmente é psicóloga clínica.  

Renata Guedes Mourão Macedo, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, FCMSCSP, Brasil.

Doutora em Ciências Sociais pela USP, é professora no Departamento de Saúde Coletiva da FCMSCSP e na FESPSP, com foco em marcadores sociais da diferença, gênero e desigualdades sociais. Realizou pós-doutorado na USP sobre diversidade e políticas educacionais e estágio de pesquisa na Universidad Complutense de Madrid em 2023. Desde 2024, coordena o Instituto Walter Leser de pesquisas em ciências sociais e saúde na FESPSP.

Maria Amélia de Sousa Mascena Veras, Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, FCMSCSP, Brasil.

Mestrado em Saúde Pública pela Universidade da California Berkeley e Doutorado em Medicina pela Universidade de São Paulo. Pós-doutorado pela University of California San Francisco. Professora Adjunta do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da FCMSCSP. Coordena grupo de pesquisa NUDHES (Saúde, Sexualidade e Direitos Humanos da População LGBT+). Membro da Coordenação da Red Ibero-Americana de Estudion en Hombres Gay y Otros Hombres que Tienen Sexo con Hombres y Personas Trans (RIGHT). Bolsista de Produtividade em Pesquisa (PQ - 1D) do CNPq. Latin America Caribbean Regional Councilor of The International Epidemiological Association - IEA (2023-2024)

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Published

2025-12-22

How to Cite

Santos, L. de O., Macedo, R. G. M., & Veras, M. A. de S. M. (2025). Violências contra mulheres trans e travestis: Uma revisão de escopo. COR LGBTQIA+, 3(9), 14–34. https://doi.org/10.56579/cor.v3i10.1796