MORADIA, TERRITÓRIO E ESTADO

A POLÍTICA DAS REPARAÇÕES NA COLÔNIA Z3 APÓS AS CHEIAS DE 2024

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Autores

  • Jesus Adriani Leal Orestes Universidade Federal de Pelotas

DOI:

https://doi.org/10.56579/verum.v6i2.3277

Palavras-chave:

Moradia Digna, Enchentes 2024, Epistemologias do Sul, Colônia Z3, Justiça Socioambiental

Resumo

Este artigo apresenta reflexões parciais de uma pesquisa em andamento sobre o direito à moradia digna no pós-desastre das enchentes de 2024 na Colônia Z3, Pelotas/RS. Ancorado em epistemologias do Sul, o estudo examina como a reconstrução territorial revela disputas simbólicas e políticas, expondo desigualdades estruturais e a seletividade estatal. A metodologia combina análise documental, pesquisa exploratória e entrevistas semiestruturadas, com ênfase na escuta qualitativa. Os resultados preliminares, baseados em entrevistas com residentes, destacam o abandono institucional, a resiliência comunitária e a inadequação das soluções habitacionais, analisadas à luz de normas constitucionais e jurisprudências recentes. Conclui-se pela necessidade de reparações participativas que reconheçam o território como espaço de dignidade e resistência, com aplicação prática de leis como o Estatuto da Cidade e a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. 

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Biografia do Autor

Jesus Adriani Leal Orestes, Universidade Federal de Pelotas

Mestrando em Sociologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Bacharel em Direito

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Publicado

2026-05-10

Como Citar

Orestes, J. A. L. (2026). MORADIA, TERRITÓRIO E ESTADO: A POLÍTICA DAS REPARAÇÕES NA COLÔNIA Z3 APÓS AS CHEIAS DE 2024. VERUM: REVISTA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 6(2), 01–14. https://doi.org/10.56579/verum.v6i2.3277