A RECEPÇÃO DAS TEORIAS E DOUTRINAS RACIAIS NO BRASIL
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https://doi.org/10.56579/verum.v6i2.3003Palavras-chave:
Raça, Teorias Raciais, Racismo científico, Eugenia, História do BrasilResumo
Este artigo analisa como as teorias e doutrinas raciais foram recepcionadas no Brasil, destacando os seus desdobramentos sociais, políticos e científicos. A pesquisa qualitativa/exploratória demonstra que as ideias de raça, hierarquia racial e degeneracionismo chegaram ao Brasil por meio de elites intelectuais influenciadas pelas teorias europeias do século XIX. Expedições científicas e a atuação de intelectuais colaboraram para difundir o racismo científico, a eugenia e o projeto de branqueamento nacional. Com base na análise histórica e social, o estudo revela como tais ideias fundamentaram políticas públicas e discursos de exclusão, marginalizando populações negras, indígenas, pobres e pessoas com deficiência. O artigo problematiza a adaptação das teorias raciais ao contexto brasileiro, destacando as estratégias do Estado e de intelectuais para justificar desigualdades e promover a homogeneização racial. A compreensão desse processo histórico é essencial para analisar criticamente o racismo estrutural e outros fenômenos sociais no Brasil contemporâneo.
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