O FANTÁSTICO FEMININO BRASILEIRO

UMA REFLEXÃO ACERCA DA PRODUÇÃO ESQUECIDA

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Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v7i5.1825

Palavras-chave:

Carmen Dolores, Emília Freitas, Laura Rosa, Modo Fantástico, Produção fantástica feminina

Resumo

O presente estudo tem como objetivo refletir acerca da produção fantástica de autoria feminina escrita entre 1850 e 1950 visando preencher lacunas presentes na historiografia literária brasileira, sobretudo referente as narrativas fantásticas de Carmen Dolores, Laura Rosa e Emília Freitas. Ao longo da história, a escrita feminina foi relegada à condição de inferior. Tal relegação é resultado de complexos fatores históricos e sociais que perpetuaram desigualdades de gênero. A literatura, assim como muitas outras áreas, foi predominantemente dominada por homens especialmente no gênero fantástico. Mesmo quando as mulheres conseguiram romper as barreiras e escrever narrativas fantásticas, estas foram negligenciadas ou apagadas da história literária. Assim, busca-se trazer às obras fantásticas das autoras supracitadas. Para tanto lançaremos mão dos apontamentos teóricos de críticos tais como Remo Ceserani (2006), Gama-khalil (2013), Rosemary Jackson (1986) e Irene Bessière (1974), Julio França (2013), Naiara Araújo (2021), Risolete Hellmann (2015), dentre outros, que abordam o fantástico com modo, levando em consideração a variedade e complexidade dessa vertente literária.

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Biografia do Autor

Naiara Sales Araújo, Universidade Federal do Maranhão

Professora Associada da Universidade Federal do Maranhão. Docente do Mestrado Acadêmico em Letras da Universidade Federal do Maranhão. Brasil, Maranhão, São Luís.

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Publicado

2025-10-29

Como Citar

Araújo, N. S. (2025). O FANTÁSTICO FEMININO BRASILEIRO: UMA REFLEXÃO ACERCA DA PRODUÇÃO ESQUECIDA. REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 7(5), 01–17. https://doi.org/10.56579/rei.v7i5.1825

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