A EDUCAÇÃO EUGÊNICA NO INÍCIO DO SÉCULO XX NO BRASIL

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DOI:

https://doi.org/10.56579/rihga.v4i2.3748

Palavras-chave:

Eugenia, Educação eugênica, Biopolítica, Raça, Branquitude

Resumo

O artigo analisa a educação eugênica no Brasil da primeira metade do século XX, investigando como o discurso educacional foi apropriado pelo movimento eugenista como estratégia de condução de condutas e de produção de subjetividades. Fundamentado na perspectiva da biopolítica de Michel Foucault e desenvolvido por meio de pesquisa qualitativa, exploratória, descritiva e bibliográfica, o estudo demonstra que a educação foi concebida pelos eugenistas como instrumento central para o aperfeiçoamento biológico, moral e social da população brasileira. A pesquisa evidencia que intelectuais como Renato Kehl defenderam a difusão da educação eugênica nas escolas, articulando-a a temas como higiene, sanitarismo, genética, educação sexual, exames pré-nupciais e controle dos casamentos. Tais medidas buscavam orientar a reprodução humana, prevenir a degeneração racial e fortalecer projetos de branqueamento da população. Conclui-se que a educação ocupou papel estratégico tanto na eugenia positiva quanto na negativa, contribuindo para a consolidação de hierarquias raciais e para a constituição da branquitude no Brasil. O legado dessas práticas ultrapassou o campo educacional, influenciando políticas públicas, processos de exclusão social e representações raciais cujos efeitos ainda podem ser percebidos na sociedade brasileira contemporânea.

Biografia do Autor

Manuel Alves de Sousa Junior, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia

Doutorando em educação na UNISC e Mestre em Bioenergia pela UniFTC Salvador (2011), Possui graduação em Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Católica do Salvador (2002), graduação tecnológica em Segurança do Trabalho pela UNIASSELVI (2016), Graduação em Licenciatura em História pela UNIJORGE (2020), MBA em História da Arte pela Estácio (2020) e Especialização em Análises Clínicas pela UCSal (2004). Atualmente é servidor público efetivo como professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) em Lauro de Freitas/BA. Possui experiência na docência do ensino superior no IFBA, e em diversas Instituições de Ensino Superior privadas, tendo atuado também na docência em diversos cursos técnicos e outras modalidades, sobretudo no IFBA, além de cursos de Formação Inicial e Continuada e cursos de extensão. No IFBA tem plena atuação em ensino, pesquisa, extensão e gestão. Na área técnica, tem experiência em todos os setores da área de Análises Clínicas/Patologia Clínica, além de membro da CIPA. Possui capítulos de livros, artigos publicados em periódicos e também diversas publicações em eventos. Membro do Grupo de Pesquisa CNPq/UNISC Identidade e Diferença na Educação e do Observatório de Educação e Biopolítica - OEBIO. Áreas de domínio e interesse: Biologia Geral e Humana, Biossegurança, Segurança no Trabalho, Bioenergia, Meio Ambiente, Metodologia da Pesquisa, História Geral e do Brasil, Historiografia, História da Arte, Relações étnico-raciais, Diversidade e Educação.

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Publicado

2026-06-28

Como Citar

Sousa Junior, M. A. de. (2026). A EDUCAÇÃO EUGÊNICA NO INÍCIO DO SÉCULO XX NO BRASIL . REVISTA CAMINHOS DO PAMPA: REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE ALEGRETE, 4(2), 01–20. https://doi.org/10.56579/rihga.v4i2.3748