TERRAS DO SEM FIM, DE JORGE AMADO, A LITERATURA COMO FONTE PARA A HISTÓRIA AMBIENTAL NO BRASIL

Visualizações: 19

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rihga.v4i1.3134

Palavras-chave:

História Ambiental, Literatura Brasileira, Jorge Amado, Meio Ambiente, Sociedade

Resumo

O presente trabalho analisa a obra Terras do Sem Fim, de Jorge Amado, a partir da perspectiva da História Ambiental, compreendendo a literatura como fonte relevante para a interpretação das relações históricas entre sociedade e natureza. O estudo tem como objetivo investigar de que maneira o romance representa os impactos sociais, econômicos e ambientais decorrentes da expansão da lavoura cacaueira no sul da Bahia, especialmente no início do século XX. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e analítico, fundamentada em referenciais teóricos da História Ambiental, como Worster (1991), Duarte (2005), Soffiati (2008), e dos estudos interdisciplinares entre História e Literatura, como Furet (1986), Ginzburg (1989), Gaddis (2003). A narrativa amadiana evidencia práticas predatórias de exploração da terra, desmatamento, concentração fundiária e violência social, revelando como o ambiente natural foi subordinado à lógica do lucro e do poder econômico. Além disso, a obra permite compreender a natureza não apenas como cenário, mas como elemento ativo na constituição dos conflitos históricos. Por isso, Terras do Sem Fim constitui uma importante fonte literária para a análise histórica das crises socioambientais brasileiras, contribuindo para reflexões críticas sobre desenvolvimento, sustentabilidade e memória ambiental.

Biografia do Autor

Veronica Andrade Braga Sousa, Universidade Estadual do Ceará

Universidade Estadual do Ceará.

Referências

AMADO, Jorge. Terras do sem fim. 44 ed. Rio de Janeiro. Record. 1981.

DUARTE, R. H. História & natureza. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

FURET, Françõis. A oficina da história. Trad. Adrino Duart Rodrigues. Lisboa: Gradiva, 1986.

GADDIS, John Lewis. Paisagens na história: Como o historiador mapeia a história. Tradução de Marisa Rocha Mota. Rio de Janeiro. Editora Campus Ltda. 2003.

GINZBURG, Carlos. Mitos, emblemas, sinais: morfologia e história. 1989. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5493296/mod_resource/content/1/ginzburgo-mitos-emblemas-sinais1.pdf. Acesso em: 6 nov. 2024.

LADURIE, Emmanuel Le Roy. História e clima. Annales: Economias, Sociedades, Civilizações, v. 29, 1974. Tradução de Donald Worster.

LEFF, E. Saber ambiental. 3. ed. Petrópolis: Vozes, PNUMA, 2001.

PÁDUA, José Augusto. Um sopro de destruição: pensamento político e crítica ambiental no Brasil escravista (1786–1888). Rio de Janeiro: Zahar, 2002.

SOFFIATI, A. Algumas palavras sobre uma teoria da eco-história. Desenvolvimento e meio ambiente, Curitiba, n. 18, p. 13- 26, jul./dez., 2008.

WORSTER, D. Para fazer história ambiental. Estudos históricos. Rio de Janeiro, v. 4, n. 8, p. 198- 215, 1991.

Downloads

Publicado

2026-05-24

Como Citar

Sousa, V. A. B. (2026). TERRAS DO SEM FIM, DE JORGE AMADO, A LITERATURA COMO FONTE PARA A HISTÓRIA AMBIENTAL NO BRASIL. REVISTA CAMINHOS DO PAMPA: REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE ALEGRETE, 4(1), 01–12. https://doi.org/10.56579/rihga.v4i1.3134