JUVENTUDES NEGRAS LGBTQIAPN+ E EXPERIÊNCIAS ESCOLARES
O VOGUE/BALLROOM COMO LINGUAGEM PEDAGÓGICA INSURGENTE
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https://doi.org/10.56579/rihga.v4i1.3139Palavras-chave:
Vogue/Ballroom, Juventudes Dissidentes, Currículo Performativo, Pedagogia da Diferença, Corpos InsurgentesResumo
Apesar da retórica inclusiva presente em documentos oficiais, currículos escolares seguem orientados por dispositivos de normalização que excluem corpos racializados e dissidentes de gênero e sexualidade. Este estudo buscou tensionar tal lógica por meio da inserção da linguagem estética do Vogue/Ballroom como prática formativa, performativa e política no interior de uma escola pública do nordeste mineiro, interrogando os marcadores de raça, gênero e sexualidade que sustentam a arquitetura excludente da educação formal. A investigação adotou abordagem qualitativa, ancorada nas epistemologias pós-críticas, deslocando o conhecimento da abstração teórica para a experiência situada e sensível. Os dados foram produzidos em oficinas corporais, rodas de escuta e narrativas de si, orientadas pelas práticas do Vogue/Ballroom. A metodologia assumiu caráter analítico e instaurou um vínculo político-afetivo entre pesquisador(a) e participantes. O corpo emergiu como território de elaboração de saberes e a escuta como prática de presença radical. As ações pedagógicas promoveram fabulações coletivas entre estudantes negros(as) lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer, intersexo, assexuais, pansexuais e não binários (LGBTQIAPN+), desestabilizando os regimes escolares de visibilidade e pertencimento. Conclui-se que estéticas dissidentes, quando reconhecidas como práticas formativas, instauram outras formas de existir e saber, deslocando a escola para territórios simbólicos de reinvenção e justiça epistemológica.
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