A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO E INTERVENÇÕES TERAPÊUTICAS NO ATENDIMENTO DE PESSOAS COM TRANSTORNO DE PERSONALIDADE
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https://doi.org/10.56579/cbapp.v1i2.2686Palavras-chave:
Borderline, Intervenções Psicológicas, Relação Terapêutica, Terapia Comportamental Dialética, Reforço, PuniçãoResumo
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem sido amplamente estudado na literatura científica, especialmente quanto às suas origens, manifestações clínicas e possibilidades de intervenção terapêutica. Um aspecto recorrente entre os trabalhos analisados é a forte associação entre experiências traumáticas na infância e o desenvolvimento do TPB na vida adulta. Portanto, demonstraram vínculos significativos entre o diagnóstico de TPB e vivências como abuso sexual, físico, emocional e negligência. Além de aumentar o risco de desenvolvimento do transtorno, esses traumas estão associados a maior gravidade dos sintomas e pior prognóstico clínico. No campo das intervenções psicológicas, destaca-se a Terapia Comportamental Dialética (DBT), uma abordagem derivada da terapia comportamental tradicional, voltada principalmente para pessoas com TPB. Assim como o behaviorismo, a DBT entende o comportamento como algo aprendido e mantido por suas consequências (reforço e punição). Na DBT, reforços positivos (elogios, recompensas sociais, resultados desejados) são alguns dos elementos usados para aumentar comportamentos adaptativos como habilidades de regulação emocional, assertividade e tolerância do estresse. Assim como o reforço negativo pode ser usado, por exemplo, quando a pessoa aprende que um comportamento funcional reduz o sofrimento. A DBT tende a enfatizar as consequências naturais e o aprendizado através da experiência, promovendo responsabilização. A DBT tem se mostrado particularmente eficaz na redução de comportamentos auto lesivos, impulsividade, instabilidade afetiva e crises relacionais, que são aspectos centrais do TPB. Além disso, favorece o desenvolvimento de habilidades como a regulação emocional, a tolerância à frustração e a comunicação assertiva, promovendo maior estabilidade e funcionalidade na vida cotidiana dos pacientes. Os estudos ressaltam a importância de compreender os antecedentes e consequências dos comportamentos desadaptativos, intervindo de forma estratégica no ambiente para estimular padrões mais saudáveis e a relação terapêutica, quando bem construída, torna-se um fator determinante para o engajamento e a evolução clínica, devendo ser baseada em empatia, validação emocional e limites claros. Esta revisão bibliográfica aponta para a importância da abordagem terapêutica, os princípios observáveis de estímulo-resposta e um cuidado psicológico mais acolhedor, ético e eficaz.
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Referências
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