O USO DE TESTES EM AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
UM OLHAR SOBRE PRÁTICA, ÉTICA E FORMAÇÃO
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https://doi.org/10.56579/cbapp.v1i1.2677Palavras-chave:
Avaliação Psicológica, Pesquisa, Psicologia, Testes PsicológicosResumo
Este trabalho tem se construído a partir da perspectiva do uso de testes psicológicos na avaliação. É essencial frisar que o processo de avaliação nem sempre requer a aplicação de testes; é possível realizar uma avaliação por meio de outras ferramentas como entrevistas e observações do comportamento da pessoa avaliada. Contudo, quando usados adequadamente, testes desempenham um papel significativo na compreensão do funcionamento emocional, mental e comportamental dos indivíduos em avaliação. Adicionalmente, contribuem para a produção de documentos fundamentais como laudos, pareceres e relatórios psicológicos, que exercem grande impacto na tomada de decisões relacionadas à saúde, educação e demais áreas. Este estudo visa aprofundar o entendimento sobre a função dos exames na avaliação psicológica ao considerar a relevância de utilizá-los de forma responsável e ética com sólido conhecimento técnico. Além disso, busca-se analisar a interação dessas ferramentas com a prática profissional em relação à capacitação do psicólogo e ao desenvolvimento de uma visão mais sensível às necessidades dos indivíduos avaliados. Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura, com caráter descritivo e exploratório. A opção por esse tipo de pesquisa está fundamentada na sugestão de Gil (2008), que compreende a revisão bibliográfica um método legítimo para reunir e analisar diversas produções sobre um determinado tema, contribuindo assim para o progresso do conhecimento. Ao longo da pesquisa, observou-se que os testes, embora fundamentais, exigem preparo ético e técnico, considerando que seus resultados podem trazer impactos não apenas ao indivíduo, mas também à sociedade como um todo (ZANINI et al, 2021). Também ficou evidente que nem sempre a formação acadêmica garante, por si só, o preparo necessário para aplicar e interpretar testes com segurança. Isso acontece porque o conteúdo relacionado à avaliação psicológica pode variar bastante entre os cursos e, em alguns casos, pode ser até insuficiente (BANDEIRA; ANDRADE; PEIXOTO, 2021). Como conclusão preliminar, espera-se que os resultados, além de atingidos, sirvam como base de apoio para outras pesquisas, para o fortalecimento da formação acadêmica e, também, para a atuação de psicólogos que buscam uma prática mais ética, consciente, fundamentada e sensível às complexidades do sujeito avaliado, contribuindo assim para intervenções mais responsáveis e efetivas na realidade profissional.
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Referências
BANDEIRA, Denise Ruschel; ANDRADE, Josemberg Moura de; PEIXOTO, Evandro Morais. O uso de testes psicológicos: Formação, avaliação e critérios de restrição. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 41, p. e252970, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/KpjTyTLtxKG6s4wjDBvdHfr/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 25 abr. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-3703003252970
GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Editora Atlas, 2002.
ZANINI, Daniela Sacramento et al. Por que regulamentar o uso e acesso aos testes psicológicos?. Avaliaçao Psicologica: Interamerican Journal of Psychological Assessment, v. 20, n. 3, p. 390-399, 2021. Disponível em: https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/8164953.pdf. Acesso em: 25 abr. 2025.