A LUDICIDADE COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E MOTOR

RELATO DE EXPERIÊNCIA NA CONFECÇÃO DE BRINQUEDOS

Visualizações: 137

Autores

  • Joina Lorrana Frazão Soares Universidade Federal do Maranhão
  • Mirela Sofia Mendonça de Araújo Universidade Federal do Maranhão

DOI:

https://doi.org/10.56579/cbapp.v1i1.2513

Palavras-chave:

Educação, Experiência, Brinquedos, Desenvolvimento, Crianças

Resumo

Este trabalho apresenta a experiência de estudantes na disciplina Psicologia do Desenvolvimento I, por meio de uma proposta teórica e prática. A proposta teve como objetivo desenvolver brinquedos fundamentados em teóricos estudados em sala. A proposta é identificar habilidades em construção nas fases do desenvolvimento infantil, e buscar atender tais habilidades. No decorrer da atividade foi idealizado o brinquedo “Fazenda Feliz” que objetiva o auxílio de crianças de 3 a 6 anos que apresentam dificuldades na habilidade de diferenciar variadas categorias e o amparo para crianças com dispraxia de diferentes idades. Consiste em uma maquete de fazenda com diferentes locais para cada animal. A narrativa é que o fazendeiro se distraiu e deixou os cercados abertos, e como consequência, os animais fugiram de seus locais originários e estão espalhados pela área da fazenda. O desafio da criança é baseado em identificar as placas com a silhueta de cada animal, colocar o animal em seu respectivo lugar de origem e dispor cada uma das peças de forma que todas da mesma categoria caibam no espaço e permaneçam em pé. Para Piaget e Inhelder (1936), a classificação diz respeito a uma forma fundamental de organização mental que se origina de esquemas sensórios motores. O brinquedo visa desenvolver tal habilidade crucial de forma lúdica. Durante a apresentação do brinquedo “Fazenda Feliz”, notou-se potencial como recurso lúdico para intervenção na dispraxia motora. O Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) compromete a integração entre percepção sensorial, equilíbrio, propriocepção e motricidade fina, afetando a coordenação dos membros e o desempenho em tarefas motoras (Neto; Bianco, 2018). Para Leonhardt (2006) crianças com esse transtorno tendem a enfrentar dificuldades na escrita, no manuseio de objetos e na realização de movimentos coordenados, o que pode impactar negativamente sua aprendizagem e socialização. Segundo Fonseca (2004), atividades lúdicas favorecem a repetição de gestos e o refinamento da coordenação, estimulando o interesse e fortalecendo conexões neuro motoras. A proposta do brinquedo envolve posicionar animais em seus respectivos cercados, exigir planejamento motor, percepção visual e coordenação motora fina. Ademais, as crianças com o transtorno do desenvolvimento da coordenação têm a característica de apresentar cansaço muscular e dificuldades na concentração, levando que esse público apresente altos níveis de estresse e frustração causado pelas adversidades motoras (Rotta, 2016). Assim, cabe aos educadores ou familiares incentivar a criança a representar verbalmente, ou da maneira que for possível, a intenção do gesto. Desse modo, mesmo que o movimento não consiga ser realizado, essa prática poderá favorecer o entendimento da brincadeira e contribuir na construção dos gestos. Por fim, ressalta- se, que brinquedo ainda não tenha sido testado com crianças com dispraxia, configurando-se uma limitação do estudo, sendo uma possibilidade futura de pesquisa. A confecção do brinquedo contribui para a compreensão prática do desenvolvimento infantil, valorizando o brincar como atividade simbólica essencial à aprendizagem e ao desenvolvimento cognitivo e social. Além de reforçar a importância de práticas pedagógicas inclusivas na formação acadêmica e no contexto educacional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Joina Lorrana Frazão Soares , Universidade Federal do Maranhão

Aluna do curso de Psicologia da Universidade Federal do Maranhão.

Mirela Sofia Mendonça de Araújo, Universidade Federal do Maranhão

Aluna do curso de Psicologia da Universidade Federal do Maranhão.

Referências

FONSECA, Vitor da. Psicomotricidade: Perspectivas Multidisciplinares. 9. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004.

INHELDER, Bärbel; PIAGET, Jean. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Ed. Bertrand do Brasil, 1993.

LEONHARDT, D. R. Avaliação e clínica das praxias e dispraxias na aprendizagem: mapeamento da dor gráfica. In: ROTTA, N. Priscila Zigunovas (Org.). Neurologia e aprendizagem: abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2016. p. 219-237

DISPRAXIAS - IDENTIFICAÇÃO PRECOCE NOS TRANSTORNOS DE DESENVOLVIMENTO E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Movimenta, [S. l.], v. 11, n. 3, p. 349–356, 2018. Disponível em: //www.revista.ueg.br/index.php/movimenta/article/view/8050.. Acesso em: 8 ago. 2025.

ROTTA, Newra Tellechea et al. Neurologia e aprendizagem: abordagem multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2016.

Downloads

Publicado

2025-09-24

Como Citar

Soares , J. L. F., & Araújo, M. S. M. de. (2025). A LUDICIDADE COMO ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO COGNITIVO E MOTOR: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA CONFECÇÃO DE BRINQUEDOS. CADERNO BRASILEIRO DE ATUALIZAÇÕES E PESQUISA EM PSICOLOGIA, 1(1), 01–02. https://doi.org/10.56579/cbapp.v1i1.2513

Métricas