SAÚDE MENTAL NA IDADE AVANÇADA
ENFRENTANDO A IDEAÇÃO SUICIDA
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https://doi.org/10.56579/cbapp.v1i1.2510Palavras-chave:
Idoso, Psicologia, Saúde Mental, Suicídio, Tentativa de SuicídioResumo
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio representa 1,4% de todas as mortes no mundo, sendo, em 2012, a 15ª principal causa de mortalidade global. O fenômeno ocorre em todas as regiões do planeta, e o Brasil ocupa a oitava posição entre os países com maiores índices. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam um crescimento significativo da população idosa no Brasil. Em 2022, o número de pessoas com 60 anos ou mais alcançou 32,1 milhões, representando um aumento de 56,0% em relação a 2010, quando essa faixa etária somava 20,5 milhões de indivíduos. Nesse intervalo, a participação dos idosos na população brasileira passou de 10,8% para 15,5%, o que equivale a um acréscimo de 3,4 milhões de pessoas. Acompanhando esse envelhecimento populacional, os dados publicados no Boletim Epidemiológico de Tentativas e Óbitos por Suicídio no Brasil, elaborado pelo Ministério da Saúde (2024), revelam um aumento na taxa de mortalidade por suicídio a cada 100 mil habitantes, no qual, o risco de suicídio é mais elevado entre homens com 80 anos ou mais, enquanto, entre as mulheres, a maior incidência ocorre na faixa etária de 60 a 69 anos. O estudo do suicídio envolve a compreensão de questões existenciais referentes ao adoecimento, como falta de sentido, solidão, tédio, medo, sofrimento, angústia e padrões disfuncionais de ajustamento criativo. Assim, a reflexão sobre a saúde psicológica torna-se essencial, pois, de acordo com Perls (1977), o equilíbrio psicológico inclui a percepção simultânea do ambiente e do mundo interno, reconhecendo que determinados elementos podem se sobressair em diferentes circunstâncias. Esse trabalho caracteriza-se como uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, que segundo Fonseca (2002) é feita a partir do levantamento de referências teóricas já analisadas, e publicadas por meios escritos e eletrônicos. O processo de envelhecer é contínuo e promove um declínio progressivo das funções fisiológicas, o que diminui a capacidade orgânica e funcional dos idosos. Logo, pode-se afirmar que o envelhecimento se trata de uma experiência única e singular para cada indivíduo no que tange aos seus efeitos e implicações. Nessa mesma perspectiva, revelam-se como fatores protetivos ao idoso com ideação suicida o suporte de uma religião, o apoio social e familiar, as relações de amizade e o acolhimento dos serviços de saúde. A prevenção do suicídio de idosos, portanto, está atrelada ao enriquecimento das redes sociais, fortalecimento da manutenção da autonomia, aumento de apoio e intervenção sobre a disfunção familiar, reestabelecimento do contato consigo e com o meio além da elaboração de estratégias e modos sobre como lidar com os desafios impostos à sua vida na velhice. Diante disso, o manejo psicoterapêutico de idosos com ideação suicida se faz importante o conhecimento das vivências subjetivas que podem contribuir para a construção da ideação suicida e possíveis tentativas de suicídio além de verificar os fatores protetivos presentes nesse contexto.
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Referências
FONSECA, João José Saraiva. Metodologia da pesquisa científica. Fortaleza: UEC, apostila, 2002.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA – IBGE.
Projeção da população. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html. Acesso em: 10 maio 2025.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico: Lesão Autoprovocada e Suicídio. 2024. Disponível em: 19113606-boletim-epidemiologico-setembro-2024.pdf. Acesso em: 10 maio 2025.
PERLS, Friederich Salomon. Gestalt-terapia explicada.'Gestalt therapy verbatim'. São Paulo, SP: Editora Summus, 1977.