ATELIÊ AUTOBIOGRÁFICO E A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS PARA PESSOAS EM PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
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EJA Prisional, Ateliê Autobiográfico, Narrativa (Auto)biográficaResumen
Este trabalho trata-se de uma proposta de pesquisa em andamento que se direciona a refletir sobre a Educação de Jovens e Adultos em Privação de liberdade. A pergunta suleadora dessa pesquisa é: Será que os estudantes da educação prisional tiveram a oportunidade de refletir sobre suas histórias de vida, suas memórias e realizar projeções para o futuro? A EJA para pessoas em privação de liberdade é, antes de tudo, uma educação de transformação e afirmação de direitos. Uma educação que transforma e que respeita a história de vida do sujeito, valorizando suas potencialidades e acreditando em sua capacidade de recomeçar. Com isso, o principal objetivo da pesquisa é compreender o uso de memórias na construção de um ateliê autobiográfico a partir da narrativa (auto)biográfica, como proposta educativa, na Educação de Jovens e Adultos em privação de liberdade atendidos pela Escola SESI, do Estado do Ceará. Essa proposta, busca possibilitar aos estudantes pensar e repensar suas histórias de vida, realizando conexões com o presente e projetando o futuro. O lócus de desenvolvimento da pesquisa é a Unidade Prisional Professor Olavo Oliveira II localizado no município de Itaitinga no Estado do Ceará. As estratégias metodológicas se configuram de caráter qualitativo a partir de uma revisão bibliográfica e abordagem etnográfica, realizada a partir da construção do ateliê autobiográfico e cujo passo-a-passo vem sendo desenvolvido com base nas indicações da pesquisadora Marli André (1995). Para isso, será utilizado como aporte teórico os estudos sobre EJA no Brasil de Catelli (2024); a educação prisional a partir de Ireland (2011); os usos e definições de ateliê autobiográfico, história de vida e narrativa (auto)biográfica serão compreendidas a partir das discussões e reflexões de Josso (2017), e Delory-Momberger (2006).