BORDADO COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DE GÊNERO E HISTÓRIA LOCAL
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Ensino de História, Relações de Gênero, São João dos Patos - MA, BordadoAbstrakt
Este resumo apresenta uma análise do bordado como ferramenta pedagógica para o ensino de História e das relações de gênero, a partir da realidade sociocultural da cidade de São João dos Patos – MA, conhecida como a “Capital Maranhense dos Bordados”. O estudo parte do seguinte problema: como o ensino do bordado pode contribuir para reflexões críticas sobre identidade local e gênero no espaço escolar? Com base nessa indagação e nas demandas observadas no cotidiano escolar, o objetivo central da pesquisa foi compreender como estudantes do Ensino Médio percebem as relações de gênero associadas à prática do bordado, articulando saberes culturais e históricos. O referencial teórico dialoga com autoras como Joan Scott (1995), Guacira Louro (1997), Judith Butler (2024), María Lugones (2014), Kimberlé Crenshaw (2002) e Patrícia Hill Collins (2024), explorando conceitos como gênero, interseccionalidade e colonialidade do poder. A proposta pedagógica está ancorada na educação crítica de Paulo Freire (2021) e na interculturalidade crítica de Vera Candau (2016). A pesquisa tem abordagem qualitativa e quantitativa, de natureza investigativa e pedagógica. O estudo foi desenvolvido com 18 estudantes do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão – IEMA, unidade de São João dos Patos, durante as aulas da disciplina Eletiva de Base. Foram aplicados questionários, realizadas rodas de conversa e promovida uma oficina de bordado. Como resultado do estudo os dados apontam que a maioria dos(as) estudantes associa o bordado à figura feminina, o que reforça a construção social de gênero como fator de hierarquização de práticas e espaços. Os dados também revelaram que existe uma valorização do bordado como herança cultural local e que os bordados se constituem como uma prática de resistência identitária e de gênero que pode ser utilizada no ensino da História e para o enfrentamento das opressões relacionadas as relações de gênero e para a valorização da cultura e saberes locais.