EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA FORMAÇÃO DOCENTE
UMA ANÁLISE DOS CURRÍCULOS DE PEDAGOGIA
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Relações Étnico-Raciais, Currículo, Educação, Decolonial, Movimento NegroResumo
O presente trabalho tem como tema, a busca em pensar e pesquisar a educação para as relações étnico-raciais no âmbito da formação docente, tomando como foco investigativo os currículos de Pedagogia, das universidades federais de Minas Gerais. A relevância desta pesquisa está ancorada na necessidade de compreender como os cursos de Pedagogia têm integrado a educação para as relações étnico-raciais em suas práticas formativas. Além disso, há uma lacuna significativa na grade curricular sobre esta temática. Esta pesquisa adotou uma abordagem qualitativa documental, foram analisados os projetos pedagógicos dos cursos (PPCs), regimentos e principalmente documentos de fichas de disciplina da Universidade Federal de Minas Gerais e entre outras. Estes métodos utilizados, possibilitaram uma análise aprofundada, contextualizada e crítica das características investigadas, além de oferecer benefícios significativos para a produção de conhecimento acadêmico e social. O principal objetivo foi investigar o lugar da educação para as relações étnico-raciais nos cursos de Pedagogia das universidades federais de Minas Gerais, considerando os documentos institucionais e as práticas dos docentes formadores, além de articular com as contribuições do Movimento Negro. A pesquisa demonstrou resultados diversos, mas principalmente a urgência de ir além da inclusão formal das temáticas nos currículos. As universidades precisam revisar criticamente seus projetos formativos para efetivar a descolonização do saber pedagógico, incorporando as epistemologias negras e indígenas como bases teóricas e práticas da formação docente em todas as disciplinas. Desta forma, é essencial que educadores negros e negras e intelectuais engajados com uma proposta de educação transformadora, seja priorizada e protagonizada. Indo além do espaço acadêmico, mas que estes conhecimentos e práticas possam ocupar escolas da educação infantil, educação básica e ensino médio. Pois apenas assim, este ciclo estruturante epistemológico colonial poderá ser rompido, abrindo lugar para saberes e atitudes afrocentradas e decolonial.