HISTÓRIA NÃO CONTADA OU MEMÓRIA APAGADA?
A ESCOLA ESTADUAL YOLANDA MARTINS SILVA NA PERSPECTIVA DA HISTÓRIA DAS INSTITUIÇÕES
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Educação Especial, Educação Inclusiva, Escola Estadual Yolanda Martins Silva, Helena AntipoffResumo
Apesar dos avanços nas políticas de educação inclusiva ao longo da história de modo a garantir o acesso a todos/todas, muitas instituições voltadas à educação especial foram descontinuadas, gradualmente, com o passar do tempo, seja por motivos políticos, econômicos, sociais ou culturais. Esse é um campo da História da Educação que carece de maiores estudos, sobretudo no que tange a História da Educação Especial. Nesse sentido, visando investigar o percurso histórico da educação especial em uma dessas instituições extintas, a Escola Estadual Yolanda Martins Silva, de 1º grau, localizada em Belo Horizonte/MG, é o objeto de pesquisa do projeto proposto. Além desse objetivo geral, a pesquisa tem por intuito analisar o papel e as contribuições da psicóloga e educadora russa Helena Antipoff na fundação dessa instituição, identificar o contexto histórico em que se deu sua implantação, em 1970 e as circunstâncias que levaram ao encerramento das atividades da escola, em 1994. Helena Antipoff veio para o Brasil no final da década de 1920, a convite do então Secretário de Educação e Saúde Pública de Minas Gerais, Francisco Campos, para ministrar aulas de Psicologia Educacional na Escola de Aperfeiçoamento de Professores de Belo Horizonte, como parte da reforma do ensino (Escola Nova). Para atingir seus objetivos, a presente pesquisa, em desenvolvimento, contará com a análise de registros e fontes históricas, como peças fundamentais para a compreensão da sociedade e da política daquele período. A investigação da instituição buscará responder, ainda, as seguintes questões: como se deu o início do processo de educação especial na escola, como era o acolhimento e o convívio entre os/as internos/as da instituição, se a escola contribuiu, efetivamente, para o desenvolvimento de pessoas com deficiência e para a sociedade, à época e se outros nomes do cenário intelectual fizeram parte desse processo. A metodologia adotada é a pesquisa bibliográfica e documental, constituída tanto por análise de documentos diversos, como registros, atas, certidões, vídeos e acervo fotográfico, quanto pela leitura de artigos, teses, livros, publicações sobre a escola e legislações pertinentes. A coleta e o registro das fontes serão realizados na Escola Estadual Pestalozzi, detentora dos arquivos da extinta escola objeto da pesquisa. O tratamento dos dados coletados permitirá a construção de uma linha do tempo histórica e memorial, dando visibilidade à história e à memória da Escola Estadual Yolanda Martins Silva, suas contribuições e contradições na educação especial de Minas Gerais.