INTERLOCUÇÕES ENTRE HISTÓRIA E PSICANÁLISE A PARTIR DA FORMAÇÃO DOCENTE
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Formação docente, Ensino de História, PsicanáliseResumo
Esta apresentação pretende discutir a interlocução entre psicanálise e história no que se refere à formação de professores. Tal proposta surge da minha experiência como professora de História do ensino básico e público da cidade de Campinas, SP. As dificuldades enfrentadas cotidianamente me levaram a um intenso trabalho de revisão bibliográfica e busca por novos materiais, campos e disciplinas que pudessem me auxiliar no enfrentamento das demandas educacionais. Pensar na prática docente e nos desafios que se apresentam diariamente na sala de aula - contato com alunos, equipe gestora, conteúdos curriculares etc. - não é um tema recente, tampouco inexplorado em diversos campos disciplinares. Contudo, pretendo explorar tal questão à luz da subjetividade dos docentes, entendendo que a educação é, por excelência, um processo humano e que envolve encontros produtores de afetos, empatias e sentimentos. Dentro do campo do ensino de História, abre-se, cada vez mais, espaço para a importância da subjetividade, da narrativa de si na construção da prática do docente. Se tal processo é caro aos estudos sobre formação de professores, busco na psicanálise, disciplina que se estrutura a partir da escuta, compreender os mecanismos de construção da subjetividade: há desejos, angústias, amores, ódios e memórias que atravessam a nossa prática, bem como se somam aos dilemas educacionais na atualidade. Trabalhar com a subjetividade docente, portanto, passa pelo cuidado com as emoções; é um ofício carregado de sentimentos e angústias. Desse modo, relacionar ambos os campos, psicanálise e história, pode auxiliar os docentes a construírem práticas mais cuidadosas, éticas e responsáveis.