ITINERÁRIOS FORMATIVOS (IFAs) COMO CRIAÇÃO E COMO CRÍTICA

UMA DISCUSSÃO A PARTIR DO SABER DA EXPERIÊNCIA

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Autores

  • Ariel Nascimento Santos Universidade Federal de São Carlos
  • Roy Sollon Santos Costa Brancatti Borges Universidade Federal do ABC

Palavras-chave:

Novo Ensino Médio, Educação, Democracia, Experiência, Partejar

Resumo

Este trabalho pretende realizar uma análise crítica das pressões contemporâneas enfrentadas pela escola, frequentemente submetida a discursos de “inovação, renovação e redução”, os quais tendem a esvaziar o seu papel social em nome de uma eficiência utilitarista. Também busca propor uma alternativa aos Itinerários Formativos de Aperfeiçoamento, forma pedagógica implementada com pelo Novo Ensino Médio. Para isso, defende-se que as soluções para os problemas da escola devem ser buscadas em sua própria realidade, a partir de seus sujeitos, práticas e contextos. Parte-se da premissa de que os desconfortos e os conflitos são elementos constitutivos e necessários tanto à democracia quanto à transformação social, as quais se iniciam no grupo e tem nele sua força propulsora. O planejamento pedagógico é concebido como hipótese dinâmica, sensível ao inusitado e ao saber que emerge da experiência, reconhecendo e valorizando a pessoa humana como centro do processo educativo. Discutem-se os Itinerários Formativos como dispositivos que fortalecem a (trans)formação continuada, a partir da valorização da prática docente e da escuta ativa entre pares. Os Itinerários Formativos, nesse sentido, configuram-se como espaço de (re)construção da escola que se deseja: pública, democrática, plural e crítica. De modo a reconhecer a escola também como locus de pesquisa, onde a prática pedagógica se constitui como objeto de investigação, análise e intervenção crítica. A ação do sujeito no mundo é orientada pelo processo contínuo de autoconstrução – “partejar-se a si mesmo” – no exercício reflexivo dos papéis sociais ocupados. Critica-se a lógica utilitarista aplicada à escola, reafirmando seu caráter de espaço público, coletivo e compartilhado, que não pertence a um único indivíduo, mas a todos - aquilo que Paulo Freire chamaria de uma “educação bancária”. Por fim, ressalta-se a importância de aprender a aprender no âmbito de uma escola compreendida como espaço de convivência, debate, resistência e formação integral. 

Biografia do Autor

Ariel Nascimento Santos, Universidade Federal de São Carlos

Licenciada pela Universidade Federal de São Carlos

Roy Sollon Santos Costa Brancatti Borges, Universidade Federal do ABC

Mestre pela Universidade Federal do ABC

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Publicado

2025-12-01

Como Citar

Santos, A. N., & Borges, R. S. S. C. B. (2025). ITINERÁRIOS FORMATIVOS (IFAs) COMO CRIAÇÃO E COMO CRÍTICA: UMA DISCUSSÃO A PARTIR DO SABER DA EXPERIÊNCIA . ANAIS DO SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO, 5(1), 01–02. Recuperado de https://revistas.ceeinter.com.br/anaisseminariodehistoriaeeducaca/article/view/2825