DO SOM À SOCIEDADE
TEORIA CULTUROLÓGICA E O REGGAE, CONEXÕES CULTURAIS ENTRE JAMAICA, MARANHÃO E BAHIA
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Esta proposta tem como objetivo apresentar a Teoria Culturológica da Comunicação como eixo central para uma abordagem pedagógica que compreende que “Comunicar não serve só para comunicar: é o motor das relações sociais, que envolve a produção, o consumo, o intercambio e a reprodução (TEMER e NERY, p. 98, 2004). Tendo o reggae como um estilo que [...] criou caminhos alternativos à colonialidade. Compartilhando sua idiossincrasia histórica por meio das artes e da oralidade (COSTA, p.265, 2022). Embora tenha origem jamaicana, o reggae se disseminou pelo Brasil e foi ressignificado em diferentes contextos culturais: em São Luís, foi acolhido há mais de 30 anos, e em Salvador, grupos afrodescendentes incorporam elementos da cultura rasta e os discursos de Bob Marley como formas de afirmação identitária. (MORAIS; ARAÚJO, 2008; AGERKOP, 2009). O projeto foi estruturado em etapas sequenciais, possibilitando uma aprendizagem contínua, conectada e interdisciplinar. Ele foi desenvolvido com a turma do 2º ano do Ensino Médio Integrado ao curso técnico em Design Gráfico, no município de Alegre (ES), durante as aulas da disciplina de Teoria da Comunicação. A metodologia adotada para o projeto buscou aprofundar a compreensão do reggae e da influência dos meios de comunicação de massa, além de desconstruir estereótipos associados ao gênero, evidenciando sua importância cultural e enfrentando visões negativas. As ações envolveram pesquisas sobre o movimento Rastafari, análises de letras de músicas e estudos sobre a influência do reggae em diferentes territórios, como Jamaica, São Luís (MA) e Salvador (BA), além da investigação sobre a presença de ilustrações inspiradas em azulejos portugueses no Maranhão. Para a culminância, foram desenvolvidas diversas atividades: apresentação da história do reggae; ilustração geográfica dos territórios abordados por meio de um mapa interativo; confecção de um painel temático com expoentes do reggae em níveis mundial, nacional e regional; pintura corporal com referências às bandas baianas e seus significados simbólicos; produções audiovisuais com experimentações em vídeo mapping; e criação musical baseada em conceitos do movimento Rastafari, utilizando ferramentas de inteligência artificial. As ações permitiram aos estudantes experimentarem formas plurais de expressão artística, reconhecendo as culturas africanas e caribenhas como espaços de resistência, crítica social e construção identitária. A proposta valorizou a formação integral dos estudantes, promovendo o protagonismo juvenil, a comunicação, arte e cultura, e o fortalecimento da escola como espaço vivo de escuta, expressão e valorização da diversidade.