DISPUTAS POLÍTICAS EM TORNO DA FORMAÇÃO DOCENTE INICIAL NO BRASIL:
UMA ANÁLISE DO CONTEXTO HISTÓRICO 2014-2025
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Educação, Formação, AutoritarismoResumo
o presente estudo propõe uma análise crítica das disputas que permeiam a formação docente no Brasil, no recorte histórico de 2014-2025. Escolher o marco teórico dos últimos onze anos advém da compreensão que foi nesse interstício temporal que ocorreram muitas mudanças e disputas no campo da formação docente, além de muitas disputas políticas para as suas formulações. A investigação de natureza histórica e documental, contempla uma revisão bibliográfica, que busca compreender as disputas políticas e as correntes ideológicas que permearam a construção das políticas voltadas a formação de professores. Os objetivos abordam: analisar a intencionalidade formativa das políticas curriculares, sobretudo as que foram endereçadas politicamente pelas resoluções de formação do período 2014-2025. O estudo ainda busca entender o recorte histórico de onze anos de regulamentação das políticas de formação para professores. Com a intenção de identificar nas resoluções curriculares os projetos de formação docente que estão em disputa e destacar as tensões entre os projetos formativos de docência de onze anos, bem como refletir criticamente sobre os mecanismos de controle que silenciam as vozes docentes e limitam sua autonomia, discutindo possíveis caminhos para rupturas. O referencial teórico está circunscrito na teoria crítica a partir das formulações de Saviani (2008), Gatti (2010), Ribeiro (2011), Novoa (2009), entre outros autores pertinentes. O Estudo busca contribuir para um debate sobre a necessidade de romper com essa lógica autoritária citada nas literaturas e apontar para a necessidade de repensar as formulações de políticas que ainda insistem em secundarizar o campo da docência nos espaços de participação política e de decisão. Compreende-se que, as políticas de formação docente necessitam ser repensadas em seus aspectos, técnicos, políticos e sobretudo de profissionalidade. As intencionalidades sobre o tipo de sujeito que se quer formar para ocupar as salas de aula da educação básica assumem uma possibilidade de crítica no interstício supracitado.