A PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA DO MOVIMENTO FLAMENCO NAS FOTOGRAFIAS DE MANOEL NASCIMENTO
TÉCNICAS E PERSPECTIVAS HISTÓRICAS
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Fotografia, Movimento Flamenco, Acervo, DigitalizaçãoApstrakt
Um dos grandes desafios encontrados pelos museus e centros de fotografia refere-se a como revelar as imagens que se encontram em negativo, com acesso ou não ao filme original. À medida que o tempo transcorreu, a necessidade de digitalização fotográfica nos sistemas de ensino ou em setores de arquivamento de imagens tornou fundamental o domínio da digitalização dos originais das imagens, em grande parte formados por filmes negativos coloridos ou preto-e-branco, havendo uma grande parcela de originais em filmes positivos. A partir dos anos 2000, com a chegada das câmeras digitais, o uso de filme ficou escasso e deixado de lado, por vezes caindo no esquecimento e abandonados em galpões ou depósitos, sendo lembrados em datas comemorativas ou em buscas feitas por pesquisadores, que acabam se deparando com um arquivo enorme em negativos ou mesmo com as fotos já ampliadas. Os eventos, antes do advento dos celulares, eram exclusivamente realizados por fotógrafos profissionais, que possuíam um grande domínio da técnica de fotografia tanto de captação (registro) quanto da revelação do filme preto-e-branco e a posterior ampliação das fotos em laboratórios caseiros ou profissionais. Os negativos se tornaram esquecidos, e os laboratórios desativados; com isso, a digitalização de negativos que, por um tempo, mesmo com chegada das câmeras digitais, manteve-se, foi aos poucos desativada. Para suprir a constante necessidade da digitalização das imagens, algumas opções surgiram, entre elas destaca-se a técnica desenvolvida dentro do Projeto de Extensão do Centro de Comunicação e Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie, na capital paulista, que visa a digitalizar as fotografias do movimento flamenco na cidade de São Paulo, no acervo de Manoel Nascimento, com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da mencionada instituição educacional, por meio da CPES (Coordenadoria de Programas, Projetos e Serviços), oferecendo duas bolsas de extensão. Após tentativas de se utilizar o scanner de negativos, optou-se pelo uso da estativa, de uma câmera DSLR full-frame e uma fonte de luz led vindo de baixo para cima. O sistema fica idêntico ao processo de ampliação de fotografias, só que ao contrário, ou seja, a imagem vem de baixo e é captada pela câmera, enquanto na ampliação original no filme-preto e branco a imagem vem de cima e sensibiliza o papel. Para a captação foi utilizada uma lente micro 100mm, a abertura do diafragma em f8 e a velocidade do obturador ajustada conforme a densidade do negativo. O resultado demonstra-se satisfatório, com imagens sendo digitalizadas com 48 Mb, de alta qualidade, para serem disponibilizadas para consulta pública no acervo do Centro Histórico e Cultural Mackenzie.