“Na cadeia você é a bola da vez”

Corpos trans, violência e resistências no sistema prisional brasileiro

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Autori

DOI:

https://doi.org/10.56579/cor.v4i10.3026

Parole chiave:

Transexualidade, Violências, Prisão, Profissionais do Sexo

Abstract

O presente artigo faz uma análise e reflexão acerca das múltiplas formas de violações institucionais, normativas e sociais em volta dos direitos humanos no sistema prisional. Bem como apresentar um retrato etnográfico das manifestações de violências de mulheres transexuais (que se reconhecem como mulheres, do sexo feminino) no contexto do Brasil e algumas experiências em Portugal. Desse modo, este trabalho visa compreender questões de identidade de gênero, transexualidade, a produção dos estigmas e violações institucionais através de pesquisas realizadas durante o doutorado em antropologia pela Universidade de Lisboa, em Portugal, durante o período de 2021 a 2023. O foco central é compreender as importâncias desses corpos historicamente violados, que merecem também dignidade, direitos e segurança. Algumas questões norteadoras veremos para reflexão deste trabalho: como essas mulheres transexuais são vistas e tratadas dentro do cárcere? Quais as práticas dessas instituições que privam a liberdade desses corpos estruturam a vida dentro da prisão? E como são esses processos de busca por reconhecimento, cidadania, liberdade. Por isso, destaca-se a importância de pensarmos aspectos legais, sociais e morais, dando voz a essas mulheres que resistem todos os dias pela sua sobrevivência e obter uma oportunidade de um projeto futuro como uma cidadã digna de direitos.

 

Biografie autore

Marcos Vinícius Moura Silva, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa

Marcos Vinícius Moura silva, cursou a Licenciatura em Ciências Sociais e o Mestrado em Antropologia na Universidade Federal Fluminense (UFF/ Rio de Janeiro, Brasil), tendo sido bolsista da FAPERJ e CNPQ. Tornou-se especialista em Segurança Pública, Cultura e Cidadania pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/ Rio de Janeiro, Brasil). Atualmente está no terceiro ano do Doutoramento em Antropologia pela Universidade de Lisboa (ULisboa/ Portugal) onde é bolsista da FCT. Ao longo de 18 anos pode contribuir com diversas pesquisas em organismos internacionais, ONG, governos e produtoras audiovisuais. No cinema contribuiu com os documentários: Favela Gay (pesquisador), Rio de Fé (diretor de unidade e pesquisador), Tentehar (produtor local), Antena da Raça - O Filme (produtor local). Além das séries de TV Toda Forma de Amor (pesquisador) e Favela Gay- pelas periferias LGBTQIA+ do Brasil (pesquisador). Suas áreas de interesse estão relacionadas a antropologia médica, gênero, direitos humanos e segurança pública.

Raphaella Pereira dos Santos Câmara, Instituto de Ciências Sociais/Universidade de Lisboa

Estudante de Doutoramento em Antropologia - Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa. Mestre em Antropologia Social - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Mobilidade acadêmica na Universidade da Bretanha Ocidental (UBO). Licenciada em Ciências Sociais e Direito. Pós graduada em Direito Penal e Processo Penal. Membro do grupo de pesquisa CIRS- Cultura, Identidade e Representações Simbólicas, PPGAS-UFRN e do Diversidades: Etnografias no Mundo Contemporâneo - ICS ULisboa.

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Pubblicato

2026-06-18

Come citare

Silva, M. V. M., & Câmara, R. P. dos S. (2026). “Na cadeia você é a bola da vez”: Corpos trans, violência e resistências no sistema prisional brasileiro. COR LGBTQIA+, 4(10), 164–188. https://doi.org/10.56579/cor.v4i10.3026