Desigualdades fabricadas
Corpos trans e a economia neoliberal do descarte
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https://doi.org/10.56579/cor.v3i10.2615Mots-clés :
População trans, Neoliberalismo, Interseccionalidade, Exclusão, Políticas públicasRésumé
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre os impactos do neoliberalismo na vida da população trans, à luz da interseccionalidade como ferramenta analítica. Considerando a articulação entre gênero, raça e classe, investiga-se como políticas neoliberais agravam desigualdades históricas, intensificando a marginalização de corpos trans em múltiplas dimensões — saúde, trabalho, segurança e reconhecimento social. A partir de uma revisão bibliográfica e da contribuição de autores como Patrícia Hill Collins, Sirma Bilge, Dean Spade e Marie-Hélène Bourcier, destaca-se como a racionalidade neoliberal se apropria de discursos de inclusão, ao mesmo tempo em que desresponsabiliza o Estado e individualiza os fracassos sociais. O texto aponta para a urgência de políticas públicas que reconheçam as especificidades da população trans, promovendo justiça social e equidade material.
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