Entre a invisibilidade e a produção de presença nas políticas públicas

Da criação da Assttral à Liga Transmarxista no sul de Minas Gerais

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Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.56579/cor.v1i9.2042

Mots-clés :

Políticas públicas, Assttral, Liga Trans Marxista, História oral, Alfenas

Résumé

O artigo apresenta uma pesquisa desenvolvida relativa à comunidade LGBTI+ da cidade de Alfenas, especialmente com mulheres trans/travestis de cidades sul mineiras, por meio de material do Acervo Amhor da Universidade Federal de Alfenas. Através das fontes disponibilizadas pelo acervo é possível encontrar jornais e revistas que tratam de demandas de mulheridades trans e travestis, como a Revista da Diversidade produzida pelo Movimento Gay de Alfenas, o que nos permite questionar sobre os discursos produzidos em relação às suas existências e direitos, além de suas relações dentro do movimento LGBTI+ e suas ações de resistência contra os estigmas e preconceitos, narrando a si mesmas e produzindo visibilidade sobre suas demandas. Utilizando-se dessas fontes organizadas pelo Acervo Amhor, e fazendo uso da história oral, o estudo pretende compreender a constituição ou não de um movimento trans de luta por direitos, políticas públicas e representatividade.

Bibliographies de l'auteur

Joice Guimaraes Silva, Universidade Federal de Alfenas

Graduada em história pela Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL - MG). Professora de história na educação básica. Atuou como pesquisadora de Iniciação Científica (CNPq), participou de projetos de extensão relacionados à história oral, história pública, movimento LGBTQIA+, acervos, cultura popular negra e patrimônio cultural. Publicou artigos sobre o acervo Amhor e suas pesquisas, além de ser coautora no livro Celebrando o orgulho: 24 anos de lutas e conquistas do Movimento Gay de Alfenas.

Marta Gouveia de Oliveira Rovai, Universidade Federal de Alfenas

Professora Adjunta da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL). Pós-Doc pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Doutora em História Social, pela Universidade de São Paulo (USP). Diretora do Instituto de Ciências Humanas e Letras da UNIFAL-MG. Foi professora substituta na Universidade Estadual do Piauí (UESPI). É professora colaboradora da Pós-Graduação de Humanidades, direitos e outras legitimidades, na Universidade de São Paulo (USP) e professora no Mestrado da Universidade de Montes Claros (Unimontes-MG). É pesquisadora do Núcleo de Estudos em História Oral (NEHO), da Universidade de São Paulo, e do Formatio (Processos de Formação e Profissionalidade Docente (Formatio/UNIFAL).É coordenadora do Grupo Amhor: acervo de memória e história do roogulho LGBTQIA+ no sul de Minas Gerais. Foi coordenadora institucional do PIBID/UNIFAL entre 2015 e 2022. É diretora de História Pública da Anpuh-BR. Foi diretora regional sudeste da Associação Brasileira de História Oral (ABHO), entre 2020 e 2022. Vice-coordenadora do GT de Gênero da ANPUH-MG (2022-2024). Foi coordenadora do Núcleo de Atenção à Mulher (NAM) e chefe do Departamento de Direitos Humanos e Inclusão (UNIFAL-MG) entre 2022 e 2023. Possui Mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1998), tendo pesquisado sobre a juventude durante o Estado Novo. Foi professora da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e da Universidade Bandeirante. Atuou na Educação Básica por 27 anos em São Paulo, e foi formadora de Professores no Instituto Qualidade de Ensino (IQE),em Recife e Teresina. Atuou em oficinas e formação de professores de escola pública. É autora de artigos e livros ligados à História Oral, Ditadura Militar, História Pública, relações de gênero, raça e sexualidade, educação e direitos humanos.

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Publiée

2025-07-31

Comment citer

Silva, J. G., & Rovai, M. G. de O. (2025). Entre a invisibilidade e a produção de presença nas políticas públicas: Da criação da Assttral à Liga Transmarxista no sul de Minas Gerais. COR LGBTQIA+, 1(9), 74–91. https://doi.org/10.56579/cor.v1i9.2042

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