LGBTfobia e aquilombamento feminino

Poesia slam como resistência contra o preconceito e a violência

Visualizações: 81

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.56579/cor.v2i10.1946

Palabras clave:

LGBTQIA+, Poesia Slam, Quilombismo, Feminino, Resistência

Resumen

Este artigo analisa a produção poética de duas poetisas paraibanas, CJ MC e Bixarte, investigando-a como um espaço de aquilombamento feminino na periferia de Campina Grande. Para isso, realizamos uma análise de conteúdo e uma reflexão teórica baseada em conceitos como a 'escrevivência' de Conceição Evaristo, e a 'colonialidade' de Frantz Fanon. Foram analisados poemas performados na Batalha do Prado, publicados no canal do YouTube do evento. A análise revela o uso da poesia como forma de protesto e resistência, na qual as poetisas abordam temas atuais e denunciam os preconceitos e violências enfrentados por indivíduos fora dos padrões sociais. Através do Slam, a comunidade LGBTQIA+ e negra reafirma sua existência, combatendo a invisibilidade e enfrentando desafios como a LGBTFOBIA. O estudo conclui que as poetisas questionam o apagamento histórico sofrido por esse grupo, buscando a construção de uma sociedade mais inclusiva e igualitária.

Biografía del autor/a

Mayra Dias Garcia, UFCG

Doutoranda em Ciências Sociais (UFCG), historiadora e socióloga. Pesquisa literatura negra, negritude e produções culturais de resistência, com foco em autorias negras e epistemologias contra-hegemônicas.

Citas

D’ALVA, Estrela. Slam: voz de levante. Rebento, São Paulo, n. 10, p. 268-286, junho 2019.

EVARISTO, Conceição. Gênero e Etnia: uma escre(vivência) de dupla face. In: MOREIRA, Nadilza Martins de Barros; SCHNEIDER, Liane (orgs.). Mulheres no Mundo – Etnia, Marginalidade e Diáspora. João Pessoa: UFPB, Idéia/Editora Universitária, 2005.

FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Bahia: Editora Edufba, 2008.

FERREIRA, João Francisco. (Coord.). Crítica Literária em nossos Dias e Literatura Marginal. Porto Alegre: UFRGS, 1981.

HALL, Stuart. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 22, n. 2, p. 15-46, jul./dez. 1997.

hooks, bell. Teoria feminista: da margem ao centro. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2020.

HOLLANDA, Heloisa Buarque de. Impressões de viagem: CPC, vanguarda e desbunde: 1960/1970. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2004.

HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do tempo, 2020.

HOLLANDA, Heloísa Buarque (org). Pensamento feminista - conceitos fundamentais. Rio de Janeiro: Bazar do tempo, 2019.

LORDE, Audre. Irmã outsider: ensaios e conferências. 1. ed. 1. reimp. Tradução de

Stephanie Borges. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

MOURA, Clóvis Dialética radical do negro no Brasil. São Paulo: Anita, 1994.

MOURA, Clóvis. Rebeliões da senzala. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1988.

MOURA, Clóvis. As injustiças de Clio: o negro na historiografia brasileira. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1990.

MUNANGA, Kabengele; GOMES, Nilma Lino. O negro no Brasil de hoje. São Paulo: Global, 2006.

NASCIMENTO, Érica Peçanha do. 'Literatura marginal': os escritores da periferia entram em cena. 2006. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.

ÔRÍ. Direção de Raquel Gerber. Brasil: Estelar Produções Cinematográficas e Culturais Ltda, 1989, vídeo (131 min), colorido. Relançado em 2009, em formato digital. Disponível em: https://www.primevideo.com/-/pt/detail/%C3%94r%C3%AD/0PQSMVZ48HJ721I19U706R1JXE. Acesso em: 06 maio 2022.

OLIVEIRA, Megg Rayara Gomes de. Por que você não me abraça?. Sur - Revista Internacional de Direitos Humanos, São Paulo, v. 15, n. 28, p. 167-179, 2018. Disponível em: https://sur.conectas.org/wp-content/uploads/2019/05/sur-28-portugues-megg-rayara-gomes-de-oliveira.pdf. Acesso em: 13 ago. 2025.

SAFFIOTI, Heleieth I. B. O Poder do Macho. São Paulo: Moderna, 1987.

SAFFIOTI, Heleieth. Gênero, patriarcado e violência. São Paulo: Expressão Popular/ Fundação Perseu Abramo, 2015.

SANTOS, Luana Diana dos. Intelectuais negras insurgentes: o protagonismo de Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e Nilma Lino Gomes. 2018. 110 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Instituto de Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal de Ouro Preto, Mariana, 2018.

Publicado

2026-01-31

Cómo citar

Garcia, M. D. (2026). LGBTfobia e aquilombamento feminino: Poesia slam como resistência contra o preconceito e a violência. COR LGBTQIA+, 2(10), 6–19. https://doi.org/10.56579/cor.v2i10.1946

Número

Sección

Artigos