Transfobia e produção de sofrimento
Atravessamentos no cuidado em saúde mental de mulheres transgênero
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https://doi.org/10.56579/cor.v4i10.2912Palabras clave:
Cuidado, Mulheres transgênero, Saúde mental, Transfobia, Violência de gêneroResumen
A transfobia impacta diretamente a saúde mental, emocional e social das pessoas transgênero, além de contribuir para sua vulnerabilização socioeconômica. Compreender a experiência feminina requer considerar não apenas aspectos biológicos, mas também simbólicos, afetivos e culturais que formam a identidade de cada mulher. Assim, mulheres transgênero são aquelas que, embora designadas do sexo masculino ao nascer, identificam-se e vivem como mulheres, rompendo com as imposições normativas da binariedade de gênero. O presente texto tem como objetivo descrever a experiência de um projeto de extensão universitária voltado à conscientização sobre os impactos da transfobia na saúde mental e na qualidade de vida de mulheres transgênero. Trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa, desenvolvido no município de Inhangapi, Pará, no Serviço Social do Comércio (SESC) local, com jovens de 18 a 25 anos. A ação foi realizada por estudantes do curso de Psicologia da Universidade da Amazônia (UNAMA) e contou com rodas de conversa, dinâmicas e exibição de vídeos, além da participação de convidados, entre eles uma mulher trans, um psicólogo e uma drag queen. A análise revela que a transfobia não é apenas uma expressão de preconceito individual, mas uma manifestação sócio-histórico-cultural, sustentada por práticas que impossibilitam o acesso pleno a direitos fundamentais, como saúde, educação, trabalho e segurança. O diálogo estabelecido entre estudantes, profissionais e participantes mostrou que práticas educativas são estratégias eficazes no enfrentamento à transfobia e na construção de ambientes mais acolhedores e inclusivos para mulheres transgênero. O enfrentamento à violência de gênero perpassa toda a formação e construção do conhecimento. Além disso, contribui para a criação de espaços afirmativos e seguros, permitindo reconhecer o impacto psíquico das violências estruturais.
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