Lucinde, Hipérion, Eros
Confluências do romantismo alemão no movimento gay
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https://doi.org/10.56579/cor.v2i10.2477Palabras clave:
Romantismo alemão, literatura gay, direitos lgbtResumen
Desde que o historiador e arqueólogo Johann Joachim Winckelmann resgatou a arte homoerótica grega no setecentos que a Alemanha tem desempenhado um papel crucial na formação da identidade gay. Este ensaio, todavia, busca dar destaque a um período literário posterior. Muitas vezes esquecido pelos estudos queer, o Romantismo alemão atuou na livre expressão de sexualidades diversas na contemporaneidade ocidental. A partir de obras como Lucinde (1799), de Friedrich Schlegel, Hipérion (1797), de Hölderlin, e Eros (1836), de Heinrich Hössli, a retórica da “emancipação da carne” serviu de base para a elaboração e a sistematização de uma luta pela liberdade não só dos gays, bem como de mulheres e judeus. A Grécia e o “amor grego” serviram de estopim para uma revolução literária dos costumes liderada por escritores que tinham como meta a criação de uma nova mitologia, colocando em diálogo Atenas com a moderna Berlim.
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