POLÍTICA DE REJEIÇÃO EDITORIAL

POLÍTICA DE REJEIÇÃO EDITORIAL

1. DO OBJETIVO

1.1. A presente Política de Rejeição Editorial estabelece os critérios, modalidades e procedimentos adotados pela Revista Latino-Americana de Produção Técnica e Tecnológica (RELAPETEC) para a rejeição de manuscritos, assegurando transparência, equidade, rigor editorial e segurança institucional.
1.2. Esta política aplica-se a todas as modalidades de submissão, independentemente do tipo de avaliação adotado (editorial, simples cega ou dupla cega).

2. DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA REJEIÇÃO

2.1. A rejeição de manuscritos na RELAPETEC fundamenta-se exclusivamente em critérios editoriais, científicos, técnicos, éticos e normativos, não sendo influenciada por fatores pessoais, institucionais, financeiros ou ideológicos.
2.2. A rejeição constitui ato editorial legítimo, integrante do processo de garantia da qualidade e da integridade da comunicação científica.
2.3. Sempre que possível, a decisão de rejeição será comunicada de forma fundamentada, respeitosa e transparente aos(às) autores(as).

3. DAS MODALIDADES DE REJEIÇÃO

3.1. Rejeição na Triagem Editorial (Rejeição Preliminar)

3.1.1. O manuscrito poderá ser rejeitado sem encaminhamento para pareceristas quando apresentar, entre outros motivos:
a) inadequação ao foco e escopo da RELAPETEC;
b) descumprimento grave das normas editoriais, formatação ou estrutura mínima exigida;
c) ausência de elementos essenciais (resumo, referências, identificação da modalidade, metadados incompletos);
d) linguagem incompatível com o padrão acadêmico ou técnico exigido;
e) indícios evidentes de plágio ou autoplágio identificados na triagem;
f) submissão simultânea a outro periódico.

3.1.2. A rejeição nesta etapa não configura juízo de mérito científico aprofundado, tratando-se de decisão editorial-administrativa.

3.2. Rejeição por Avaliação Editorial de Mérito

3.2.1. Após a triagem, o manuscrito poderá ser rejeitado pela Editoria quando, mesmo atendendo às normas formais, apresentar:
a) fragilidades conceituais, metodológicas ou argumentativas significativas;
b) baixa contribuição técnico-científica ou aplicabilidade insuficiente;
c) inadequação da modalidade escolhida em relação ao conteúdo apresentado;
d) desalinhamento com os princípios editoriais da revista.

3.3. Rejeição por Avaliação por Pares

3.3.1. O manuscrito poderá ser rejeitado com base nos pareceres emitidos, nos casos em que:
a) os pareceres indiquem insuficiência científica, técnica ou metodológica não passível de correção;
b) sejam identificadas inconsistências graves nos dados, análises ou conclusões;
c) haja recomendação fundamentada de rejeição por um ou mais pareceristas, confirmada pela Editoria.

3.3.2. Em caso de pareceres divergentes, poderá ser solicitado parecer adicional. Persistindo a divergência, a decisão final caberá à Editoria Chefe, com base nos pareceres e nos critérios editoriais da RELAPETEC.

3.4. Rejeição por Razões Éticas

3.4.1. O manuscrito será rejeitado quando identificadas infrações éticas, tais como:
a) plágio, autoplágio não informado ou uso indevido de material de terceiros;
b) fabricação, falsificação ou manipulação de dados;
c) omissão de aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa, quando exigível;
d) autoria indevida (honorária, fantasma ou fraudulenta);
e) conflitos de interesse não declarados.

3.4.2. Nos casos de infração ética grave, poderão ser adotadas sanções adicionais, conforme a Política de Ética da RELAPETEC.

3.5. Rejeição Administrativa

3.5.1. O manuscrito poderá ser rejeitado ou ter seu arquivamento quando:
a) houver descumprimento reiterado de prazos editoriais sem justificativa;
b) o(a) autor(a) não atender às solicitações editoriais essenciais;
c) não houver quitação da Taxa de Publicação (APC) após o aceite final, quando aplicável;
d) forem prestadas informações falsas ou inconsistentes nos dados cadastrais.

4. DA COMUNICAÇÃO DA REJEIÇÃO

4.1. A decisão de rejeição será comunicada por meio da plataforma editorial ou por comunicação institucional.
4.2. Sempre que possível, a comunicação incluirá justificativa sintética, respeitando a confidencialidade do processo de avaliação e a identidade dos(as) pareceristas.
4.3. A rejeição não impede que o trabalho seja submetido a outro periódico, observadas as normas éticas e autorais.

5. DA IMPOSSIBILIDADE DE RECURSO AUTOMÁTICO

5.1. As decisões editoriais da RELAPETEC são, em regra, definitivas.
5.2. Solicitações de reconsideração poderão ser analisadas excepcionalmente, mediante justificativa fundamentada, quando houver indícios claros de erro processual ou interpretação inadequada, a critério exclusivo da Editoria Chefe.

6. DA INDEPENDÊNCIA EDITORIAL

6.1. As decisões de rejeição são independentes de qualquer pagamento, taxa ou condição financeira.
6.2. A eventual rejeição de manuscrito não gera direito à restituição de valores, uma vez que a APC é devida somente após o aceite final.

7. DO ALINHAMENTO ÉTICO E INSTITUCIONAL

7.1. A Política de Rejeição Editorial da RELAPETEC está alinhada às diretrizes do Committee on Publication Ethics (COPE), às boas práticas da SciELO e aos critérios de transparência exigidos por indexadores nacionais e internacionais.
7.2. Os casos omissos serão analisados pela Editoria, à luz dos princípios da integridade científica, ética editorial e responsabilidade institucional.

8. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

8.1. A presente Política poderá ser revisada e atualizada sempre que necessário, em consonância com ajustes no fluxo editorial, recomendações de organismos de referência ou aprimoramentos institucionais.
8.2. A submissão de manuscritos à RELAPETEC implica ciência e concordância com esta Política de Rejeição Editorial.