Para transicionar a atenção básica
Uma análise da produção de cuidado à saúde as pessoas trans no SUS
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Pessoas trans, políticas de saúde, atenção básica, transição de gêneroResumo
Neste artigo discuto a produção do cuidado em saúde voltado às pessoas trans e travestis no SUS, com foco na atenção primária à saúde (APS) como estratégia para a efetivação da atenção integral e superação da patologização das identidades trans. Problematizo a predominância do modelo biomédico-especializado e a subutilização da APS nas políticas de saúde voltadas a essa população. Objetivo: Refletir sobre o papel da APS na produção do cuidado, considerando seus atributos e a interprofissionalidade como eixos para reorganização das práticas assistenciais. Método: Revisão narrativa com busca sistemática nas bases SciELO, BVS e PubMed (2011–2022). Resultados: Foram incluídos 15 estudos, analisados em duas linhas temáticas: (1) a produção de cuidado nos ambulatórios trans e os efeitos das normativas do processo transexualizador; (2) experiências na APS e o conceito de “transicionar a atenção básica”. A APS pode ser estratégica na afirmação de gênero e no enfrentamento da cisnormatividade.
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