CONTRIBUIÇÕES DA HISTÓRIA DE VIDA DE MULHERES PARA PROMOVER A IGUALDADE DE GÊNERO E AUTOESTIMA DE MENINAS 320 183

Autores

DOI:

https://doi.org/10.56579/rei.v7i5.2438

Palavras-chave:

Mulheres na História, Empoderamento, Modelo Biopsicossocial de Saúde

Resumo

Neste artigo, objetiva-se analisar uma experiência de empoderamento e melhora da autoestima desenvolvida por meio do projeto intitulado “Meninas valentes conhecendo mulheres maravilhosas”. O estudo foi realizado em uma instituição filantrópica, no Paraná. De março a dezembro de 2024, 29 meninas, de 6 a 14 anos, participaram de leituras semanais de textos feministas para discutir sobre a vida de 32 mulheres, cujos feitos marcaram a história do país e do mundo. O apagamento histórico das mulheres constitui uma violência simbólica que gera baixa autoestima nas meninas, uma variável com potencial de gerar transtornos ansiosos e depressivos.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Tânia Maria Gomes da Silva, Universidade Cesumar

    Doutorado e pós-doutorado em História (UFPR). Mestrado em História (UEM/UEL). Professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde da Universidade Cesumar (Unicesumar). Bolsista produtividade em Pesquisa no Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação. Fundadora e atual presidente da Comunidade Social Cristã Beneficente, entidade filantrópica que atende famílias das camadas populares, especialmente crianças, com oficinas de literatura, música, dança e artes, em geral. Pesquisa questões de gênero, feminismo, violência de gênero numa interface com a saúde.

  • Camille Cristine Grigório, Universidade Cesumar

    Graduanda em Enfermagem na Universidade Cesumar. Bolsista de Iniciação Científica (PIBIS) da Fundação Araucária/Instituto Cesumar de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICETI).

  • Priscila Laissa Toledo, Universidade Cesumar

    Mestrado em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Doutoranda em Promoção da Saúde na Universidade Cesumar (Unicesumar). Bolsista Capes.

Referências

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. TraduçãoTorrieri Guimarães. 4. ed. São Paulo: Martin Claret, 2010.

BAQUERO, Rute Vivian Angela. Empoderamento: questões conceituais e metodológicas. Redes, [s. l.], v. 11, n. 2, p. 77-93. 2006. Disponível em: https://online.unisc.br/seer/index.php/redes/article/view/10843. Acesso em: 13 mar. 2024.

BARDIN, Lawrende. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016.

BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015. 208 p.

BRASIL. Lei nº 14.986/2024. Inclui a obrigatoriedade de abordagens fundamentadas nas experiências e nas perspectivas femininas nos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio; e institui a Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História no âmbito das escolas de educação básica do País. Diário Oficial [da] União: seção, Brasília, DF, p. 3, 26 set. 2024. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2024/lei-14986-25-setembro-2024-796400-publicacaooriginal-173212-pl.html. Acesso em: 13 mar. 2025.

BRASIL. Política Nacional de Promoção da Saúde. PNPS. Anexo I da Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017, que consolida as normas sobre as políticas nacionais de saúde do SUS/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2018.Disponivel em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_promocao_saude.pdf. Acesso em: 13 mar. 2025.

DEL PRIORE, Mary. Sobreviventes e guerreiras: uma breve história da mulher no Brasil de 1500 a 2000. São Paulo: Planeta, 2020. 256 p.

FREIRE, Teresa; TAVARES, Dionísia. Influência da autoestima, da regulação emocional e do gênero no bem-estar subjetivo e psicológico de adolescentes. Archives of Clinical Psychiatry, São Paulo, v. 38, n. 5, p. 184 - 188, 2011. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rpc/a/H98mhpZySfRfGVXsW6jcnFc/. Acesso em: 13 mar. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S0101-60832011000500003

GAINO, Loraine Vivian; SOUZA, Jacqueline de; CIRINEU, Cleber Tiago; TULIMOSKY, Talissa Daniele. O conceito de saúde mental para profissionais de saúde: um estudo transversal e qualitativo*. Rev. Eletrônica Saúde Mental Álcool Drog, Ribeirão Preto, v. 14, n. 2, p. 108-116, 2018. Disponível em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1806-69762018000200007&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 13 mar. 2025.

GRIMBERG, Keila. A história nos porões dos arquivos judiciários. In: PINSKY, Carla Bassanezi; LUCA, Tania Regina de (org.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto 2011, p. 119-140.

LOURO, Guacira Lopes. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Rio de Janeiro: Vozes, 1997. Disponível em: https://www.ufpb.br/escolasplurais/contents/noticias/e-books/secao-1-10-32-de-de-finibus-bonorum-et-malorum-escrita-por-cicero-em-45-ac. Acesso em: 05 nov. 2024.

MARTINS, Ana Luisa Jorge; MIRANDA, Wanessa Debôrtoli; SILVEIRA, Fabrício; PAES-SOUSA, Rômulo. A Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) como estratégia para equidade em saúde e territórios sustentáveis e saudáveis. Saúde em Debate, [s. l.], v. 48, n. spe1, p. e8828, ago. 2024. Disponível em: https://www.scielo.br/j/sdeb/a/bfCw97S93znmnGDb4zQ5jsd/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 05 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/2358-28982024e18828p

MORIN, Edgar. História (s) de vida. Tradução Ivone Benedetti. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2023.

ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU). Transformando nosso mundo: a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável- ODS. Brasília, DF: 2015. Disponível em: www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/brasil_amigo_pesso_idosa/agenda2030.pdf. Acesso em: 05 nov. 2024.

PAIXÃO, Raquel Fortini; PATIAS, Naiana Dapieve; DELL’AGLIO, Débora Dalbosco. Autoestima e sintomas de transtornos mentais na adolescência: variáveis associadas. Psicologia: Teoria e Pesquisa, v. 34, p. e34436, 2018. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/revistaptp/article/view/27917/24000. Acesso em: 05 nov. 2024.

RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala?. Belo Horizonte: Letramento: 2017. (Feminismos Plurais)

RICHTER, Tamara Tomitan; MARQUES, Fernanda Hoffmann; JORGE, Bianca Stefany Dias de; OLIVEIRA, Rayanne Larissa Veríssimo de; SILVA, Tânia Maria Gomes da. A violência contra as mulheres como pauta para a saúde. Revista Observatorio de la Economia Latinoamericana, Curitiba, v. 21, n. 7, p. 7466-7475, 2023. Disponível em: https://ojs.observatoriolatinoamericano.com/ojs/index.php/olel/article/view/978/642. Acesso em: 05 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.55905/oelv21n7-091

ROCHA, Cármem Lúcia Antunes. Mulheres em necessária travessia. In: STARLING, Heloisa M. et al. Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022, p. 197-204.

RYAN, Richard M.; DECI, Edward L. On happiness and human potentials: a review of research on hedonic and eudaimonic well-being. Annual Review of Psychology, [s. l.], v. 52, p. 141-166, 2001. Disponível em: https://www.annualreviews.org/content/journals/10.1146/annurev.psych.52.1.141. Acesso em: 05 nov. 2024. DOI: https://doi.org/10.1146/annurev.psych.52.1.141

SANTOS, Adriano Jorge Oliveira, SANTOS, Dianamara Tavares Muniz Oliveira; LINS, Luciano da Fonseca. Autoconhecimento: a via para a saúde mental. Revista Humanidades e Inovação, Palmas, v. 11, n. 8, p. 141-152, 2024. Disponível em: https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/9686. Acesso em: 05 mar. 2025.

SILVA, Gabriel; NETO Ingrid; ROCHA, Adriana; MONTEIRO, Luciana; RAUBER, Suliane. Relação entre autoestima e saúde mental de estudantes universitários: estudo transversal. Revista Psicologia Saúde & Doenças, [s. l.], v. 24, n. 1, p. 104-114, 2023. Disponível em: https://www.sp-ps.pt/downloads/download_jornal/973. Acesso em: 05 mar. 2024. DOI: https://doi.org/10.15309/23psd240109

SILVA, Débora. F. Gomes; LUVISON, Cidinéia da Costa. A importância das narrativas na construção do pensamento historiográfico. Revista Cientifica do Centro Universitário de Itapira- CONSCIESI, Itapira, v. 02, n.06, p. 126-153, ago/dez, 2019. Disponível em: https://www.uniesi.edu.br › instituto › consciesi_v02n06.

STARLING, Heloísa M.; PELLEGRINO, Antônia. A voz pública das mulheres: um lugar na história. In: STARLING, Heloisa M. et al. Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022. p. 9-18.

VALIM, Patrícia. Lamentos e lutas de Urânia Vanério na Independência do Brasil. In: STARLING, Heloisa M. et al. Independência do Brasil: as mulheres que estavam lá. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2022, p. 85-104.

VARIKAS, Eleni. Pensar o sexo e o gênero. Campinas: Ed. da Unicamp, 2016

WORD HEATH ORGANIZATION (WHO). Violence against women. Genebra, Suíça: WHO, 2021. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/violence-against-women. Acesso em 2 jun. 2021.

Publicado

2025-10-06

Como Citar

CONTRIBUIÇÕES DA HISTÓRIA DE VIDA DE MULHERES PARA PROMOVER A IGUALDADE DE GÊNERO E AUTOESTIMA DE MENINAS. (2025). REVISTA DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES, 7(5), 01-19. https://doi.org/10.56579/rei.v7i5.2438