UMA PROPOSTA DE TRABALHO COM ASPECTOS ÉTNICO RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL POR MEIO DO AUTORETRATO
PERCEPÇÕES DA CRIANÇA E INTERAÇÃO COM O MUNDO
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Ludicidade na Educação, Estudos étnico-raciais, Atuação docente, Combate ao racismo, Aprendizagem infantilResumo
A Lei n°12.288/2010 visa garantir a igualdade de oportunidades, combater a discriminação e promover a inclusão social de pessoas negras. Desta forma, é notório que a sociedade brasileira ainda apresenta ligação com diferentes formas de desigualdades raciais e étnicas. Assim questiona-se a execução das aulas na educação infantil e como a discussão sobre os aspectos étnico-raciais são abordados em sala de aula. Questiona-se, portanto, se os docentes sabem lidar com a diversidade em sala de aula, sem segregações e, ainda, como professores reagem quando o bullying ocorre com alunos negros. Justificado nas vivências de uma professora parda em sala de aula da educação infantil, este estudo aborda em seu objetivo geral propor a sensibilização e o respeito às diferenças culturais e étnicas entre as crianças, por meio de atividades lúdicas que estimulem a reflexão, o diálogo e a valorização da diversidade, contribuindo para a formação de um ambiente escolar inclusivo e livre de preconceitos desde a infância. Como objetivos específicos, pensa-se em (I) levantar teóricos sobre os temas étnico- raciais, aprendizagem da criança e legislações que fundamentam a diversidade cultural; (II) desenvolver a consciência crítica e comunicativa das crianças a partir do autorretrato e da expressão sobre suas percepções; (III) verificar demais nuances para assegurar um ambiente escolar diverso e inclusivo, com a igualdade de oportunidades e o respeito à individualidade de cada aluno. Para isso, propõe-se uma pesquisa-ação, com uma proposta prática, execução desta proposta e uma reflexão crítica sobre as realizações do estudo, com base nas pesquisas de Melo (2005) sobre mecanismos de combate ao racismo nas escolas, Schwarcz (1993) e as teorias raciais brasileiras com reflexo na educação e na pesquisa, Oliveira, Teixeira e Costa (2022) sobre ludicidade e a forma de ajudar a criança na formação de sua personalidade e sua pessoalidade, bem como Fonseca (2022) e seus debates sobre letramentos raciais. Espera-se que, com as propostas, a escola, um ambiente no qual a diversidade é celebrada, utilize as práticas educativas para o combate e prevenção ao racismo. A partir disso, busca-se realçar a necessidade de adoção de práticas pedagógicas que abordam o tema de forma lúdica e educativa por parte dos educadores, fazendo com que as crianças reflitam e dialoguem sobre as diferenças, promovendo um compartilhamento de diferentes culturas, bem como a promoção de paz e de respeito em sala de aula.