CONSIDERAÇÕES DO TRABALHO PEDAGÓGICO COLABORATIVO

PRÁTICAS NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL - UU CAMPO GRANDE

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Autores

  • Jakeline Ferrari Faculdade Unica de Ipatinga
  • Mauricio Macedo Vieira Universidade Federal de Mato Grosso

Palavras-chave:

Atendimento Educacional Especializado;, Ensino Colaborativo;, Estudantes com deficiências, Diversidade, Ensino Superior

Resumo

O presente trabalho tem como proposta socializar com a comunidade acadêmica como que as práticas pedagógicas acontecem no Atendimento Educacional Especializado da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) – Unidade Universitária de Campo Grande – Santo Amaro. O trabalho pedagógico acontece de forma colaborativa abrangendo a atuação dos professores do AEE em diálogo com os professores dos cursos de graduação. A instituição está organizada em oferecer o serviço do AEE por meio de orientações, encaminhamentos e coordenação dos trabalhos desenvolvidos sob a supervisão da Divisão de Inclusão Educacional - DINE, instância ligada à Pró-reitoria de ações afirmativas, equidade e permanência estudantil – PROAFE. O trabalho pedagógico desenvolvido nos atendimentos do AEE direciona-se prioritariamente no acompanhamento da agenda acadêmica dos estudantes pertencentes ao público da educação especial. Outra ação pedagógica desenvolvida pelos professores do AEE direciona-se às adaptações curriculares e de materiais, bem como, de recursos necessários para o desenvolvimento da aprendizagem destes estudantes no decorrer do processo formativo acadêmico e profissional. Considerando que o AEE se empenha em desenvolver estratégias pedagógicas diretamente ligadas ao processo de aprendizagem, o presente estudo busca promover a reflexão assertiva das práticas pedagógicas. Para tanto, adota- se a Teoria Interacionista de Vygotsky (1998), com objetivo de promover a aprendizagem por meio da interação social. Neste sentido, alinha-se a perspectiva da inclusão social e digital, onde práticas pedagógicas fundamentadas no uso das tecnologias assistivas se efetivam por meio de estratégias e serviços que visam promover a funcionalidade, autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida (Brasil, 2021). Considera-se que o ensino colaborativo adotado pelos professores do AEE fundamenta- se na abordagem pedagógica onde docentes dos cursos de graduação e docentes do AEE trabalham em conjunto para atender às necessidades dos estudantes em um mesmo contexto de aprendizagem, sem promover a exclusão dos estudantes pertencentes ao grupo da educação especial. Essa prática promove a inclusão e o aprendizado conjunto, com o grupo de docentes compartilhando a responsabilidade pelo planejamento, ensino e avaliação. Desta forma, depreende-se que as epistemologias das teorias e metodologias pedagógicas com perspectivas na educação inclusiva contribuem significativamente para o sucesso acadêmico dos estudantes com deficiências assistidos pelo AEE. Ressalta-se ainda que o avanço para políticas educacionais inclusivas se configurará mediante ao entendimento e respeito às diversidades e a construção de uma cidadania mais democrática. Desta forma, qualifica-se que o reconhecimento e a implementação de políticas efetivas de educação incisiva é um ato político e pedagogicamente necessário também ao Ensino Superior em seus mais variados níveis: graduação e pós-graduação.

Biografia do Autor

Jakeline Ferrari, Faculdade Unica de Ipatinga

Especialista em Educação Especial pela Faculdade Unica de Ipatinga

Mauricio Macedo Vieira, Universidade Federal de Mato Grosso

Doutor em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso

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Publicado

2025-12-01

Como Citar

Ferrari, J., & Vieira, M. M. (2025). CONSIDERAÇÕES DO TRABALHO PEDAGÓGICO COLABORATIVO: PRÁTICAS NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MATO GROSSO DO SUL - UU CAMPO GRANDE. ANAIS DO SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO, 5(1), 01–02. Recuperado de https://revistas.ceeinter.com.br/anaisseminariodehistoriaeeducaca/article/view/2836