O desenho como palco da memória

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Palavras-chave:

memória, arte

Resumo

O ambiente familiar com os olhares e frases sem palavras; a rua e os seus apontamentos em voz alta, em grupo, individual; a escola, a solidão do ir e vir do pátio, o refúgio na biblioteca e as surras do “te pego na saída”, foram os primeiros entendimentos para me reconhecer um menino gay na periferia de Contagem-Minas Gerais-Brasil. Identifiquei no uso do papel uma das melhores companhias para além do rádio – a voz que não me via. Comecei a escrever e a desenhar. Da minha relação com os desenhos, o que e como pincelo o meu real, o meu passado e o meu fictício, que pretendo apresentar neste texto.

Biografia do Autor

Igor Maciel da Silva, UFMG

Doutor em Estudos do Lazer, pela Universidade Federal de Minas Gerais. Artesão do desenho, da palavra e da dança. Compõe ilustrações de grandes espetáculos musicais, capas de revistas, teses, livros e afins.

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Publicado

15-09-2025

Como Citar

Silva, I. M. da. (2025). O desenho como palco da memória. COR LGBTQIA+, 2(9), 150–161. Recuperado de https://revistas.ceeinter.com.br/CORLGBTI/article/view/2048